Ecoturismo em Paracatu é destaque na Rede Globo

Mais uma vez, Paracatu mostra a sua cara na telinha da Rede Globo de Televisão. O alvo escolhido foi o Ecoturismo ou Turismo Ecológico, que na região conta com uma considerável área de cerrado (mais de 5 mil hectares propícias) e belas cachoeiras (mais de quinze), mas ainda carece de investimentos e um plano de manejo que viabilizem a exploração desse potencial turístico.

A reportagem, produzida pela Equipe do Programa Carona da TV Integração, afiliada da Rede Globo para as regiões do Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba, Oeste e Noroeste de Minas, mostrou uma linda pousada ecologicamente correta (produzida com material reciclável) que fica a 45 Km de Paracatu, a riquíssima paisagem do cerrado, o local onde funcionou a primeira hidrelétrica da cidade e a prática de esportes de aventura como rapel, trilha e canyonismo (ato de atravessar os cânions usando técnicas de escalada).

O jovem Anderson Bijos, turismólogo e também um dos maiores defensores do ecoturismo em Paracatu, além de ser entrevistado, conduziu a equipe do programa durante a gravação e ainda demonstrou como o esporte pode ser praticado no local, participando, dentre outros, de um passeio de caiaque com a repórter do carona em um rio em cujo curso está a velha hidrelétrica desativada do município. Para Bijos, o objetivo do ecoturismo é “trazer sustentabilidade para o município”.

Confira o vídeo clicando abaixo:

 

Texto: Arquivista Carlos Lima

Fotos: Reproduzidas a partir do vídeo da TV Integração

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Uma resposta

  1. Anderson Rodrigues Bijos | Responder

    Ecoturismo: Uma Excelente Opção De Negócios

    Dentre os segmentos turísticos, o ecoturismo vem sendo apontado como aquele que apresenta os mais altos índices de crescimento, com um aumento da demanda variando de 10 a 20% ao ano, de acordo com levantamento efetuado pela WWF – World Wide Fund for Nature.
    Para a Embratur o ecoturismo é um segmento que utiliza o patrimônio natural e cultural de forma sustentável, incentiva sua conservação e busca a formação de uma consciência ambientalista através da interação do homem com o meio ambiente.
    O desenvolvimento dessa atividade turística nos locais de interesse cênico e com recursos naturais de alta biodiversidade, como a Amazônia, o Pantanal, o Cerrado, a Mata Atlântica e a costa litorânea, tem trazido preocupações aos governos locais, às comunidades anfitriãs e às organizações conservacionistas por colocar em risco áreas naturais, protegidas ou não, de riquezas imensuráveis, assim como importantes patrimônios histórico-culturais.
    O crescimento do ecoturismo é interessante e ao mesmo tempo preocupante: interessante por ser a afirmação e expansão de uma proposta associada aos princípios de conservação e benefício comunitário; preocupante devido à velocidade de sua disseminação e crescimento como negócio, à complexidade dos seus propósitos e seus entendimentos pelo diferentes atores do mercado, à fragilidade ambiental e dificuldades humanas e de fiscalização por parte dos diferentes órgãos públicos responsáveis pelo controle da atividade.
    O ecoturismo é norteado por mínimos impactos ambientais e culturais e por benefícios econômicos às comunidades envolvidas. Ao observarmos a realidade do ecoturismo nas diversas regiões brasileiras, fica evidente as dificuldades encontradas na implementação de projetos e programas para atender os princípios básicos de sustentabilidade ambiental e humana.
    Constata-se que no ambiente rural brasileiro as dificuldades para identificar oportunidades econômicas fazem com que alguns produtores não se interessem em participar do mercado turístico. Para atuar no turismo rural e com ecoturismo exige-se um planejamento estratégico, envolvendo capacitação empresarial, marketing turístico, plano de manejo, plano de visitação, mapeamento, estruturação de trilhas e atrativos naturais que são fundamentais para um turismo sustentável.
    Em alguns municípios como Pirenópolis-GO, o turismo está sendo desenvolvido com envolvimento do poder público e da iniciativa privada, na implementação de projetos turísticos, cujo objetivo é captar recursos a fundo perdido a fim de beneficiar os produtores rurais com o plano de manejo de sua área, uma vez que o proprietário rural terá que investir na infra-estrutura para o atendimento aos turistas.
    Em Bonito-MS, o turismo chegou a um nível de desenvolvimento, que o município promulgou uma lei que dispõe sobre a obrigatoriedade da disciplina de Noções Básicas de Turismo no currículo da Rede Municipal de Ensino a ser ministrada nas sétimas séries do ensino fundamental, envolvendo conhecimentos básicos de turismo, com ênfase para a realidade local e sua importância na economia local.
    Em Paracatu-MG alguns empresários estão investindo no setor do ecoturismo, a exemplo do Sr. João Alves da Fonseca que está concluindo as obras do Ipê Florido Parque Hotel, com infraestrutura de 24 apartamentos e 21 chalés, além de um lago para pesca e outras atividades aquáticas, quadras poliesportivas, piscinas, saunas, academia, trilhas ecológicas e arvorismo.
    Na região do córrego da Prata há um grupo de empreendedores como Helder José Ulhoa que está construindo a Pousada Sarana, de estrutura barroca, há também a Pousada Serra Bonita da Cachoeira, de propriedade do Sr. Joaquim Pedro Costa, construída em estilo colonial, com área de camping, um restaurante com culinária e iguarias mineiras, dentro do mais belo atrativo natural da região: a grande Cachoeira do Prata, mais conhecida como “Cachoeira do Ascânio”, por fim há o empreendimento de propriedade dos Srs. Jueli Cardoso Jordão e Roberto Ferreira Pires que também estão construindo um complexo ecoturístico.
    Devido a complexidade de atuar com o ecoturismo e tendo em vista os quatro requisitos básicos da sustentabilidade, quais sejam: agir ecologicamente correto, economicamente viável, social e culturalmente justo; esse grupo de empreendedores criaram a Associação dos Amigos e Produtores de Água do Prata – AMPRA, com a finalidade de recuperar e preservar a flora, a fauna e os recursos hidrominerais da Microbacia do Prata que tem uma área de aproximadamente três mil e oitocentos hectares.
    A associação ainda conta com a colaboração dos moradores e turistas que visitam constantemente aquela região cênica, além de outros parceiros como o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Paracatu, Universidade de Brasília – UnB, o Gabinete do Deputado Almir Paraca (PT-MG) e a Polícia Ambiental de Paracatu-MG.
    A denominação “Produtores de Água” é uma nova consciência que utilizamos para que os proprietários preservem suas propriedades obedecendo os preceitos básicos de sustentabilidade ambiental, assegurando a perenidade dos recursos hidrominerais, da fauna e da flora, garantindo a valorização de suas propriedades.
    O objetivo da associação é promover a recuperação das nascentes, preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica, a biodiversidade, o fluxo gênico da fauna e flora, proteger o solo das erosões e assegurar o bem estar das populações humanas através do desenvolvimento sustentável e do ecoturismo.
    Paracatu possui uma diversidade de atrativos naturais concentrados no raio de cinqüenta quilômetros da sede do município, com rios de águas cristalinas que abrigam exuberantes cachoeiras, fauna terrestre, flora e grutas.
    O Poder Público e a Iniciativa Privada do Estado de Minas Gerais têm um longo caminho a percorrer para otimizar os recursos naturais e culturais do estado em prol do desenvolvimento turístico nacional. O governo estadual tem um papel preponderante na implementação e desenvolvimento do ecoturismo local e da região, como forma de assegurar a sustentabilidade ambiental e do desenvolvimento socioeconômico.
    Minas Gerais pode emergir-se como pólo turístico regional nos próximos anos se as autoridades públicas, a iniciativa privada e a sociedade se conscientizarem do potencial ecológico e cultural existentes nos municípios e fazer deles um instrumento para gerar emprego e renda, aumentar as receitas municipais e estaduais.

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