Estagiária de administração descobre a evolução do marketing a partir dos arquivos de 1953

Por Carlos Lima (*)

Por meio de convênio existente entre a Prefeitura Municipal de Paracatu e a Faculdade Tecsoma, que viabiliza o estágio supervisionado nos órgãos da administração municipal, o Arquivo Público tem sido campo fértil para a consecução de pesquisas como a desenvolvida pela estagiária do 7º período de Administração de Empresas, Marisete Queiroz.

Para a estudante, a experiência de estagiar numa organização cultural tem trazido uma série de benefícios, como a participação na dinâmica de atendimento ao público usuário de centros de documentação e informação (Arquivos, Bibliotecas, Museus), o conhecimento das técnicas de digitalização de documentos, a observação das relações de trabalho dos servidores públicos, a prática da logística de organização dos registros documentais e a possibilidade de desenvolver pesquisas com base nas fontes alocadas no acervo da instituição.

O artigo abaixo é de autoria da futura administradora de empresas e caracteriza algumas nuances do marketing em 1953 e das Leis do marketing, aplicadas em tempo atuais. Confira!

(*) Carlos Lima é graduado em Arquivologia pela Universidade Federal da Bahia (UFBa) e é Coordenador do Arquivo Público Municipal de Paracatu

A evolução do marketing a partir dos arquivos de 1953

 Por Marisete Queiroz (*)

O mercado tem-se tornado cada vez mais exigente ao longo dos anos e para melhor gerir as relações de fidelidade e a conquista por clientela, os administradores tem contado com uma importante ferramenta denominada marketing. Este por sua vez constitui-se como parte do processo de produção e da troca que está relacionada com o fluxo de bens e serviços dos produtos destinados ao consumidor. De acordo com Theodore Leuilt, Marketing pode ser definido como “o processo de conquistar e manter cliente”.

Desde 1953 é possível identificar que muitas mudanças ocorreram com relação à propaganda e a forma de seduzir o cliente, pois antes havia muitas informações, figuras para chamar atenção do consumidor, enquanto que hoje os profissionais de marketing usam estratégias simples e direcionadas a um publico alvo. Ao tomar como base as leis do marketing (RIES, TROUT, 1993), é possível destacar a Lei do Foco que afirma: “é necessário fazer de tudo para que o seu produto seja o foco na mente do cliente”. Pode-se constatar a aplicação desta lei quando se vê um produto associado a uma determinada frase capaz de influenciar a escolha por parte do consumidor, a exemplo da campanha publicitária empreendida pelas Lojas Ricardo Eletro, cuja frase afirma  “preço é tudo”.  Já em alguns anúncios publicados na Revista Cruzeiro de 1953, cujos exemplares encontram-se no riquíssimo acervo do Arquivo Público de Paracatu, Minas Gerais, nota-se não somente a versatilidade de alguns fabricantes, mas também uma quantidade maior de informações, tanto visuais quanto textuais agregadas à publicidade dos produtos da década de 50.

O fato é que a propaganda é fundamental para que o cliente conheça o produto, mas é indispensável também conhecer bem o mercado, suas tendências, a vontade do consumidor, o que ele pensa sobre o fornecedor, o que aliás não é tarefa fácil.

No marketing há 22 leis que direcionam o profissional desta área a tomar as melhores decisões e também auxiliam as empresas na escolha por melhores caminhos a serem seguidos. Exemplo disto é a lei do sacrifício, que prega: “para conseguir-se alguma coisa é preciso desistir de alguma coisa” (RIES, TROUT, 1993).

Na figura acima, pode-se ver uma propaganda do ano de 1953 de um modelo de sapato e também de salto para calçados, ambos da marca Goodyear, e o que se percebe é que atualmente o fabricante mantém seu foco na produção de pneus, e não mais naqueles utensílios os quais os vislumbrara no passado.

   Já a marca Bombril, esponja de aço mais conhecida no mercado brasileiro, figura como a marca do gênero que entrou primeiro na mente do consumidor e que também serve para constatar a obediência a umas das Leis do Marketing, que é a lei da mente, ou seja, a de que “é melhor ser primeiro na mente do que ser o primeiro no mercado”. (RIES,TROUT, 1993).

Ser o primeiro na mente do cliente potencial é tudo em marketing, de acordo com as leis defendidas pelos escritores Al Ries e Jack Trout. A célebre frase de conhecimento geral afirma que  “propaganda é a alma do negócio”, mas o foco deve estar no consumidor e não no produto, de maneira que se torna indispensável buscar as melhores formas de conquistar o cliente, porque de fato não há uma fórmula, mas sugestões para fazer-se o melhor, afinal, como diria um professor do ramo do marketing: “tudo depende, tudo é relativo”.

 

 

 

 

 

 

 

(*) Marisete Queiroz é estudante do 7º período de Administração de Empresas do Instituto Tecsoma e estagiária do Arquivo Público Municipal de Paracatu-MG

 

Referências

RIES, Al, TROUT, Jack. As 22 consagradas leis do marketing. São Paulo: Makron Books: Madia e Associados, 1993.

LEVITT, Theodore.  A miopia do marketing. Harvard Business Review: [s.l], 1960.

O CRUZEIRO. Rio de Janeiro: O Cruzeiro, n.52, Out., 1953.    

GOODYEAR. Disponível em: <http://www.goodyear.com.br/catalogo_pneus/catalogo_pneus.html>. Acesso em: 12 abr 2010.

Bom Bril lança peça satirizando Ronaldo. Senso (in)Comum (…). Disponível em: <sensoincomum.wordpress.com/2008/05/> . Acesso em: 13 abr 2010.

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Uma resposta

  1. Felicitaciones a Marisete. Excelente artículo que demuestra los diversos usos que podemos hacer de los archivos.

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