Pesquisa identifica potencial de incêndio em arquivos públicos de Minas Gerais

Por Carlos Lima (*)

Este slideshow necessita de JavaScript.

Após levantamentos realizados nos arquivos públicos das cidades mineiras de Ouro Preto, Campo Belo, Bonfim, Carangola e Itabira, Paracatu tornou-se alvo da pesquisa sobre carga de incêndios em arquivos, realizada pelo mestrando em Gestão de Riscos em Geotecnia e Desastres Naturais, da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), Marco Antônio Antunes, de 53 anos, residente em Belo Horizonte, Minas Gerais.

Antunes descobriu o Arquivo Público de Paracatu através da Internet, quando acessou o site paracatumemoria.wordpress.com, canal de comunicação e pesquisa da instituição. Conforme dito por ele, “não estava nos meus planos abordar em minha dissertação de mestrado o Arquivo Público de Paracatu, mas as informações e a conduta da instituição deixaram-me muito interessado, de modo que decidi vir à cidade para recolher todos os dados necessários”.

Com GPS (ferramenta que informa o seu posicionamento global), trenas e câmera fotográfica em mãos, o também engenheiro civil e servidor público estadual veio ao Arquivo Público nesta quinta-feira (29) e aproveitou todo o tempo disponível para verificar a qualidade das instalações físicas do acervo e os dispositivos de combate a incêndio, colher as medidas das salas e equipamentos, registrar a massa de todo o conteúdo documental em sua totalidade (no caso do Arquivo Público, mais de 11 toneladas), além de outros fatores.

Marco Antunes afirmou, com base no levantamento preliminar realizado, que “a vantagem do Arquivo Público de Paracatu, em termos de proteção, comparado a alguns arquivos, diz respeito aos cômodos possuírem laje e piso incombustível frio (cerâmico), o que reduz sobremaneira a carga de incêndio específica ou densidade da carga de incêndio.” Outro ponto forte da instituição, segundo ele, é o “grande afastamento frontal e lateral, onde há aberturas para o exterior, em relação aos vizinhos, o que minimiza e/ou dificulta bastante o risco de generalização de incêndio”. Entretanto, o estudioso não deixou de sugerir a instalação de equipamentos eficazes no combate ao fogo, como detector de incêndio e hidrante.

Ainda de acordo com Antunes, sua dissertação de mestrado, que é orientada pelo Prof. Doutor Antônio Maria Claret de Gouveia da UFOP, visa à identificação dos níveis de risco em relação à carga de incêndio existente nos ambientes arquivísticos mineiros (pelo menos oito instituições) e à disponibilização de um instrumental (no caso, a dissertação) aos administradores e arquivistas, que poderão gerir melhor os acervos.

(*) Carlos Lima é graduado em Arquivologia pela Universidade Federal da Bahia (UFBa) e é Coordenador do Arquivo Público Municipal de Paracatu

Atenção! Caso queira publicar esta matéria, cite a fonte (paracatumemoria.wordpress.com ) e o autor.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: