Festa da democracia acontece em Paracatu, mas não contribui com o meio ambiente

Por: Carlos Lima (*)

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O filólogo e lexicógrafo Aurélio Buarque de Holanda Ferreira define em seu minidicionário (2008) como “doutrina ou regime político baseado nos princípios da soberania popular e da distribuição equitativa do poder” o que se conhece como democracia, que nas eleições é exercida pelo cidadão quando este vai às urnas e escolhe, através do voto, seus governantes.

Em Paracatu, que possui público votante de 53.837 (IBGE apud Tribunal Superior Eleitoral, 2006) as eleições transcorreram em clima de tranqüilidade e organização, mas não pouparam o meio ambiente nem tampouco os servidores da limpeza urbana, que tiveram de redobrar esforços para retirar das ruas imensa quantidade de panfletos eleitorais de candidatos diversos.

Nas proximidades dos locais de votação, constatou-se que milhares de “santinhos” foram arremessados na “calada da noite”, para tentar ganhar o voto dos eleitores indecisos ou quem sabe até, os daqueles que deixaram para a última hora e que não fizeram uma “colinha”, haja vista a quantidade de seis candidatos para serem escolhidos nas urnas.

Difícil, entretanto, é entender a postura dos partidos políticos e de seus candidatos, que especialmente num momento em que a preservação do meio ambiente está em evidência e é um assunto discutido de forma globalizada, promovem às vésperas do início da votação um “derrame” de papéis de suas campanhas políticas nas vias públicas, num claro desrespeito ao eleitor e à natureza.

Enfim, a pergunta que ecoa é: como é que alguém que pretende governar e fiscalizar poderá estar de acordo e estimular uma conscientização ambiental – pelo menos, isto é o que se espera dos gestores eleitos – se não é capaz de manter a cidade limpa na data em que passa pelo crivo do eleitor? Como diria um célebre locutor da Rádio Sociedade, lá de Salvador, Bahia: “Perguntar não ofende!”

Para recordar um pouco das eleições do início do Século XX, algumas imagens foram extraídas do acervo do Arquivo Público Municipal Olímpio Michael Gonzaga e disponibilizadas junto a este artigo, para deleite do leitor.

Ata de apuraçao das eleições de 1927 em Paracatu. Foto reproduzida do acervo do Arquivo Público de Paracatu/Out. 2010

Página 2: Continuação da Ata de apuraçao das eleiçoes de 1927. Foto reproduzida do Acervo do Arquivo Público de Paracato/Out.2010

(*) Carlos Lima é graduado em Arquivologia pela Universidade Federal da Bahia (UFBa), é consultor em organização de arquivos e memória empresarial e exerce o cargo de Coordenador do Arquivo Público Municipal de Paracatu.

Atenção! Caso queira publicar esta matéria, cite o autor.

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