Norte-americano descobre em Paracatu subsídios para pesquisa de doutorado

Por Carlos Lima (*)

 

Barton pesquisa livro de correspondências do Século XIX, da Câmara Municipal de Paracatu. Foto: Carlos Lima/Acervo Arquivo Público de Paracatu

 

Alguém talvez desconheça ou ainda menospreze a importância de um Arquivo como órgão gestor de informações sobre a trajetória político-social de uma cidade, estado ou nação. Entretanto, há também aqueles que vêem nos arquivos, um fiel repositório sobre a verdade dos fatos que marcaram uma sociedade. Este é o caso do historiador norte-americano, de 26 anos, Matthew Barton, natural de Port Charlotte, cidade do Estado da Flórida, nos Estados Unidos.

Barton é aluno do doutorado em História, na Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, e está no Brasil a cerca de um ano e seis meses, onde realiza sua pesquisa sobre resistência política no final do Séc. XVIII e no Século XIX em Minas Gerais.

De acordo com o pesquisador, a escolha do tema nasceu quando um professor seu ministrou um curso cuja temática referia-se ao Brasil, o que lhe despertou o interesse para uma possível pesquisa que visasse ao doutorado.

Desde que vem ao Brasil, para a consecução de seus estudos, Barton tem percorrido diversas instituições, como o Arquivo Nacional, no Rio de Janeiro, o Arquivo Público Mineiro, em Belo Horizonte, os Arquivos de Mariana e de Ouro Preto, no interior de Minas, e agora o de Paracatu, no Noroeste do Estado.

Norte-americano, Matthew Barton, pesquisa no sistema documentos de seu interesse. Foto: Carlos Lima/Acervo Arquivo Público de Paracatu

O doutorando destacou, entre as qualidades do Arquivo Público de Paracatu, a agilidade no acesso às informações arquivísticas e o considerável grau de conservação dos documentos custodiados pela entidade, haja vista que em outros acervos, aos quais teve acesso, ele deparou-se com alguns obstáculos, como maior burocracia para realizar a consulta e grande quantidade de documentos contaminados e altamente deteriorados pela ação de fungos, poeira e outros agentes nocivos.

Após uma semana de pesquisas realizadas no acervo do Arquivo Público Municipal, Matthew Barton, que também elogiou o milk shake de Paracatu como o melhor do Brasil – “igual ao de Paracatu, não tem igual”, disse ele, que já fala com tranqüilidade o português –  seguiu viagem para Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, onde continua suas investidas em busca de subsídios para seus estudos.

 

(*) Carlos Lima é graduado em Arquivologia pela Universidade Federal da Bahia (UFBa), é consultor em organização de arquivos e memória empresarial e exerce o cargo de Coordenador do Arquivo Público Municipal de Paracatu.

Atenção! Caso queira publicar esta matéria, cite o autor.

 

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: