Patrimônio histórico pede socorro

Por Carlos Lima (*)

Caminhão circula no Largo da Jaqueira. Foto: Carlos Lima / APMOMG

Manhã de quinta-feira, as Casas de Cultura e do Artesão abertas, algumas pessoas caminhando pela Rua do Ávila e de repente o inesperado brota em pleno Largo da Jaqueira, no Núcleo Histórico: Um enorme caminhão baú sai de um pequeno beco, do qual certamente o motorista desistiu de entrar ou dalí saiu com muito sufoco. Proibido sim, mas o condutor da empresa de transportes não quis saber, talvez porque a fiscalização de trânsito não estava lá.

É bem verdade que as leis de trânsito não produzem efeito sem o acompanhamento freqüente dos responsáveis pelo seu cumprimento. Há quem diga que os condutores desrespeitam as regras de trânsito porque têm certeza de que não serão punidos.

Quando relacionado à área que em Paracatu ainda concentra uma considerável quantidade de casarios imponentes e com a arquitetura dos séculos XVIII e XIX, o problema da circulação de veículos pesados é ainda mais grave.

VeÍculo sobre calçada do Chafariz da Traiana, próximo à Camara Municipal. Foto: Carlos Lima / APMOMG

Na Rua Temístocles Rocha, o futuro Museu do Ouro também é vítima dos veículos pesados. Foto: Carlos Lima / APMOMG

Nas ruas do conjunto histórico da cidade, tornou-se costumeiro e nenhum pouco estranho, o tráfego de caminhões, ônibus, além de veículos estacionados em locais proibidos, como na calçada do Chafariz da Traiana, símbolo de homenagem aos demais chafarizes que existiram em Paracatu.

As trepidações ocasionadas por esses veículos são, além de outros fatores, responsáveis por rachaduras, soltura do acabamento e deslocamento das telhas de imóveis antigos. Os proprietários dessas casas, embora pouco  se incomodem com a presença dos caminhões que por ali circulam, sãos os maiores prejudicados pelo problema, afinal restaurar casarão não é nada barato.

Na rua Dr. Seabra, próximo ao Museu, veículo estacionado em local proibido. Foto: Carlos Lima / APMOMG

O certo é que as poucas e tímidas placas que sinalizam o trânsito no Núcleo Histórico de Paracatu por si só são ineficazes. A população, por sua vez, deve sim ser amplamente conscientizada sobre o assunto, mas parece que a solução só será possível com a fiscalização no local.

(*) Carlos Lima é graduado em Arquivologia pela Universidade Federal da Bahia (UFBa), é consultor em organização de arquivos e memória empresarial e exerce o cargo de Coordenador do Arquivo Público Municipal de Paracatu.

Atenção! Caso queira publicar esta matéria, cite o autor.

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