Arquivo Público completa 17 anos de história

Por: Carlos Lima (*)

Maquete da Equipe de alunos e Professores do Colegio Dom Serafim durante a Jornada Mineira do Patrimônio de 2009. Foto: Carlos Lima/APMOMG/ Out. 2009

Com a “bandeira” erguida para a preservação e divulgação da memória formada a partir de milhares de documentos, entre os quais, processos, jornais, fotografias, CD-ROM e muitos outros, o Arquivo Público Municipal Olímpio Michael Gonzaga em Paracatu, Noroeste de Minas Gerais, completa 17 anos de serviços prestados à comunidade.

Implantado no Sobradinho do Largo do Santana, em 24 de junho de 1994, durante o mandato do então Prefeito Manoel Borges de Oliveira após o clamor de um grupo de professores, escritores e pessoas defensoras da cultura e do patrimônio histórico, o órgão nasceu com o recolhimento de valiosos manuscritos datados desde 1723 e passou a custodiar documentos da Comarca local, da Câmara Municipal, da Prefeitura, das Irmandades e até da Superintendência de Ensino.

O crescimento da documentação e do número de pesquisadores, bem como o espaço não apropriado para a acomodação do acervo, levou a mantenedora da instituição, a Prefeitura de Paracatu, a transferi-la em 2007 para um novo espaço localizado na Rua Temístocles Rocha, o casarão de nº 249, alugado, mas que atendera às expectativas dos servidores e do público usuário do Arquivo.

Professor e estudantes da Universidade Federal de Uberlândia pesquisam no Arquivo Público de Paracatu. Foto: Carlos Lima/APMOMG/Maio 2010

Com um número de visitantes e pesquisadores das mais diversas partes do Brasil e que cresce a cada dia, o Arquivo Público Municipal realiza, dentre outras, uma série de atividades técnicas relacionadas à gestão do acervo, como higienização, restauro, catalogação e digitalização de documentos, embora disponha de parcos recursos para o seu funcionamento, problema este comum em órgãos públicos desse tipo.

Equipe prepara o diagnostico para higienização e restauro de manuscritos. Foto: Carlos Lima/APMOMG/Jul 2010

Ao Arquivo Público também competiria à responsabilidade de prover a Administração Pública Municipal de uma política de Gestão de Documentos, conforme determina o decreto municipal 2.230/1995, não fossem as questões burocráticas e o desinteresse freqüente quando o assunto é arquivo e organização documental, embora a Lei Federal nº 8.159/1991 (Lei de Arquivos) determine que é dever do Poder Público a gestão documental e a de proteção especial a documentos de arquivos […].

Atual sede do Arquivo Público de Paracatu. Foto: Carlos Lima/Acervo APMOMG/Jun. 2009

Mesmo com muito trabalho e desafios pela frente, o Arquivo Público de Paracatu, nesses 17 anos de funcionamento, preserva a memória oriunda de milhares de registros documentais e reafirma o seu papel de garantir à população o acesso ao seu passado e a sua história, para que se possa compreender melhor o momento presente e planejar com maior acerto o tempo futuro.

(*) Carlos Lima é graduado em Arquivologia pela Universidade Federal da Bahia (UFBa), é consultor em organização de arquivos e memória empresarial e exerce o cargo de Coordenador do Arquivo Público Municipal de Paracatu.

Atenção! Caso queira publicar esta matéria, cite o autor.

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