De olho no Patrimônio Histórico, estudantes de Patos desembarcam em Paracatu

O grupo de futuros historiadores e sua professora Eunice Caixeta, permanecem em Paracatu durante este feriado da Independência do Brasil, para conhecerem os demais pontos históricos e turísticos[…]

Por: Carlos Lima (*)

História em campo: Estudantes de Patos de Minas conhecem Núcleo Histórico de Paracatu. Foto: Arquivo Público de Paracatu

Paracatu (MG) – O início do passeio deveria acontecer na antiga Rua da Praça, a atual Rua Temístocles Rocha, mas por falta de sinalização sobre alguns bens públicos, o grupo de estudantes acabou indo parar onde nasceu a cidade, o Largo do Santana. Contudo, o erro no trajeto não prejudicou a excursão, antes serviu de prévia para antecipar ao visitantes a beleza do patrimônio histórico que iriam encontram por aqui.

A turma de 12 alunos do 6º período do curso de história da Unipam (Centro Universitário de Patos de Minas) chegou a Paracatu na tarde desta terça-feira (06) e veio conhecer o Núcleo Histórico após o convite de um de seus próprios colegas, o professor estagiário Max Botelho, que é paracatuense e que afirmou “que já era hora de a classe visitar Paracatu”.

Contato com as fontes primárias da história: Universitários da Unipam conhecem o Arquivo Público de Paracatu. Foto: APMOMG

A recepção aos alunos aconteceu no Arquivo Público Municipal, que em caráter excepcional, abriu as suas portas ao entardecer e promoveu uma visita guiada aos acervos históricos. Entre os documentos que chamaram a atenção dos visitantes, estavam recibos e notas do início XX e os códices (livros antigos) das irmandades religiosas, dos quais um deles afirmou que “já tinha ouvido falar, mas só agora pude conhecer de perto”, disse o estudante de nome Lauro.

Obra rara: Livro de Irmandade religiosa atraiu a atenção dos visitantes. Foto APMOMG

Uma breve palestra sobre o histórico e a importância do Arquivo Público para o desenvolvimento da cidade também foi proferida aos participantes. Perguntados se na cidade de Patos de Minas já existe tal instituição, os alunos disseram que não há. Esclareceu-se então para eles, que toda e qualquer organização produz documentos e que órgãos públicos municipais, por exemplo, são obrigados por lei (Lei 8.159/1991) a manterem preservadas e acessíveis as informações que geram, e para tal, justifica-se a implantação de um Arquivo no município.

O grupo de futuros historiadores e sua professora Eunice Caixeta, permanecem em Paracatu durante este feriado da Independência do Brasil, para conhecerem os demais pontos históricos e turísticos, como a Casa da Cultura, o Museu Histórico e o Chafariz da Traiana.

(*) Carlos Lima é graduado em Arquivologia pela Universidade Federal da Bahia (UFBa), é Pós-Graduado em Oracle, Java e Gerência de Projetos, é consultor em organização de arquivos e memória empresarial e exerce o cargo de Coordenador do Arquivo Público Municipal de Paracatu.

Atenção! Caso queira publicar esta matéria, cite o autor.

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