Universitários de Brasília tem aula de campo em Paracatu

A aula de campo no Arquivo Público contou com explicações sobre a história da instituição e do município

Por: Carlos Lima (*)

Interesse por novos conhecimentos trouxe alunos de Gestão Ambiental e Gestão de Agronegócios da UNB a Paracatu. Foto: Carlos Lima/APMOMG

Paracatu (MG) – 18/10/2011 – Câmera fotográfica, caderneta de anotação e muito interesse em identificar em solo paracatuense dados e situações capazes de elucidar as transformações causadas por mão humana no meio ambiente. Foi desta forma que nove alunos e a professora dos cursos de Gestão Ambiental e Gestão de Agronegócios da Universidade de Brasília (UNB), Campus de Planaltina, vieram à cidade neste sábado (15).

Em caráter especial e pela segunda vez em outubro, o Arquivo Municipal, mesmo sem ter pessoal suficiente para um maior atendimento, mas primando sempre pelo fortalecimento da cultura e do turismo locais, abriu suas portas para receber o grupo de estudantes, que se encantou com a riqueza do acervo arquivístico encontrado por aqui.

Estudantes da Universidade de Brasília observam exposição permanente do Arquivo Público. Foto: Carlos Lima/APMOMG

A aula de campo no Arquivo Público contou com explicações sobre a história da instituição e do município, desde o seu tempo de Arraial, por volta do século XVIII, visita guiada aos acervos do local, exposição fotográfica com temática voltada para o meio ambiente e a mineração, além de relatos sobre Paracatu enquanto exemplo de praticante da coleta seletiva de lixo e de materiais recicláveis.

Professoa Regina Coeli, da UNB, fala sobre a importância dos documentos e das imagens para compreensão das mudanças ocorridas no meio ambiente. Foto: Carlos Lima/APMOMG

Com uma metodologia que visa a transcender as paredes da sala de aula e até transpor barreiras geográficas entre os Estados, a Professora Regina Coeli novamente trouxe à cidade os seus alunos, que visitaram além do Núcleo Histórico de Paracatu, a parte externa do Morro do Ouro, a barragem de rejeitos da mineradora canadense Kinross Gold Corporation, o Quilombo São Domingos, a Lagoa de Santo Antônio e a entidade ambientalista Movimento Verde.

Alunos visitaram o acervo da justiça comum e entenderam sobre o papel do Arquivo Público enquanto guardião e difusor da memória local. Foto: Carlos Lima/APMOMG

Para alguns do visitantes, que residem ou apenas estudam na cidade satélite de Planaltina, no Distrito Federal, e cuja arquitetura é segundo eles histórica, não há por ali uma preocupação em preservar as edificações antigas, como acontece em Paracatu, que ainda de acordo com eles está de parabéns pela conservação do seu patrimônio histórico.

(*) Carlos Lima é graduado em Arquivologia pela Universidade Federal da Bahia (UFBa), é Pós-Graduado em Oracle, Java e Gerência de Projetos, é consultor em organização de arquivos e memória empresarial e exerce o cargo de Coordenador do Arquivo Público Municipal de Paracatu.

Atenção! Caso queira publicar esta matéria, cite o autor.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: