Abandonado, Arquivo Público de Ilhéus corre risco de desabar

Parte do acervo e contracheques de servidores mistura-se a cupins e goteiras no prédio desativado

Por: Portal Mix (*)

Arquivo Público de Ilhéus: Casarão de 1915 corre o risco de desabar. Foto: Portal Mix

Ilhéus (BA) – 23/11/2011 – O prédio que abriga o Arquivo Público João Mangabeira e a Biblioteca Municipal de Ilhéus, cidade localizada a 456 Km da capital baiana, desativado desde março, continua abandonado, o que gera indignação entre os historiadores. Afinal, a estrutura foi inaugurada em 31 de dezembro de 1915, abrigou a primeira escola pública do município e faz parte do patrimônio histórico e arquitetônico da cidade.

Desde que o prédio foi desativado, parte do acervo documental está sob a guarda da Uesc e a outra parte permanece no local, incluindo contracheques de servidores, folha de ponto etc. Quanto aos livros da biblioteca, uma parte foi encaminhada para um prédio alugado pela prefeitura.

Como lembram os historiadores, o intenso tráfego de veículos pelas avenidas que cercam o prédio, aliado à falta de manutenção, torna visíveis as inúmeras rachaduras na estrutura do imóvel. “Há meses que os funcionários do Arquivo e Biblioteca Pública do Município declararam que estão com medo de trabalhar no local pelo risco de desabamento do telhado, infestado de cupim e com muitas goteiras”, observam.

Eles apontam, ainda, problemas como a falta de um profissional arquivista para o trato com os documentos e ausência de um catálogo de documentos existentes para pesquisa. O historiador Ronaldo Lima da Cruz sonha em ver o local adaptado para pessoas especiais, como os cadeirantes e os surdos-mudos, por exemplo. “Será que custa muito à municipalidade?”, questiona.

Uma vez recuperado, ele propõe, o prédio poderia abrigar exposições itinerantes de livros e documentos, palestras, e campanhas educativas para aproximar mais os estudantes e a população em geral da instituição.

Ronaldo entende que a dinamização daquela estrutura seria uma forma de estreitar os laços com as escolas públicas e privadas. O espaço poderia ser disponibilizado para que os estudantes pudessem ver produções de vídeos sobre a história, sociedade, economia e cultura regional.

(*) Publicado originalmente em 21/11/2011

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