Chuvas em Minas: Prevenção é a saída!

Paracatu (MG) – 05/01/2012

Por: Carlos Lima (*)

Cataguases, na Zona da Mata mineira, sofre com as fortes chuvas. Foto: Lúcia Sebe/Secom MG/Divulgação

As inundações causadas pelas chuvas em Minas Gerais, principalmente em algumas cidades da Zona da Mata e Oeste, entre outras regiões, das quais 71 já decretaram situação de emergência e há o registro de 10 mortes e milhares de desabrigados, refletem não apenas uma reação da natureza às ações prejudiciais provocadas pela humanidade, mas também o despreparo dos municípios para lidarem com problemas dessa complexidade.

As razões pelas quais as chuvas têm causado tantos estragos, sobretudo, em meio urbano estão diretamente relacionadas ao crescimento desordenado das cidades, que afeta o curso normal dos rios e córregos, além de assoreá-los, e que também favorece a impermeabilização do solo. Lixo, entulho e outros materiais depositados irregularmente em vias públicas também contribuem para o agravamento do problema.

Chuvas em Paracatu, no Noroeste de Minas, também causaram estragos. Foto: Paracatu.Net/Dez. 2011

A impermeabilização do solo, processo que impede a absorção da água de forma natural através da terra até chegar ao lençol freático (lençol d’água), é considerada como um dos fatores de maior causa das inundações. Com o asfaltamento das ruas e a inexistência cada vez mais freqüente de áreas de terra (canteiros, jardins) nas residências, grande é a quantidade de água para uma rede pluvial que nem sempre dá conta do recado.

O entupimento de bueiros e de outros canais para escoamento das águas é também outro grande vilão dos alagamentos e é provocado pelo descarte de lixo e entulho, além de materiais de construção depositados irresponsavelmente em vias públicas pela própria população.

Paracatu: Com as fortes chuvas, barranco cedeu e a lama invadiu Auto Escola, que foi interditada. Foto: Carlos Lima/Dez. 2011

Em determinados municípios, o problema das enchentes já é reincidente, embora o que se perceba é o total despreparo diante dos efeitos catastróficos das fortes chuvas. As comunidades atingidas permanecem assim reféns de uma situação que tende a repetir-se a cada ano e certamente com maior intensidade.

Não há mais tempo para protelar uma solução de enfretamento com relação às cheias dos rios e às inundações que ocorrem em função das chuvas torrenciais. A prevenção por meio de um planejamento eficaz que vise antes de tudo à proteção da vida, à preservação do patrimônio público e ao direito e ir e vir com segurança urge em meio ao papel de cada gestor público.

(*) Carlos Lima é graduado em Arquivologia pela Universidade Federal da Bahia (UFBa), é Pós-Graduado em Oracle, Java e Gerência de Projetos, é consultor em organização de arquivos e memória empresarial e exerce o cargo de Coordenador do Arquivo Público Municipal de Paracatu

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