Lei das sacolinhas: Será que ela pega?

Por: Carlos Lima (*)

Recusar a sacolinha: uma atitude sábia e ecológica

Não se sabe se pela efervescência política que vive a cidade às vésperas de ir às urnas ou se pela prevalência do capital em detrimento da preservação do meio ambiente (ninguém quer perder cliente!), que a Lei municipal nº 2.738/2009, proibitiva da distribuição de sacolas plásticas como embalagens pelo comércio em Paracatu, passou de largo desde que entrou em vigor no último domingo (30).

Sancionada há pouco mais de três anos pelo Prefeito de Paracatu, Vasco Praça Filho (PMDB), a Lei das sacolinhas, a exemplo do que já ocorre em grandes centros urbanos, como Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Uberlândia, é um mecanismo que se aplicado e acompanhado de intensa fiscalização, pode resultar no fim prejudicial dado pela maioria da população aos utensílios, que entopem bueiros, contaminam rios, avolumam aterros e lixões e levam até 100 anos para decomporem-se na natureza.

Flagrante: Funcionária de estabelecimento comercial em Paracatu embala mercadorias de clientes com sacola plástica proibida por lei. Foto: Carlos Lima

Em uma visita realizada nesta terça-feira (02) ao maior supermercado do município, além de contato telefônico mantido nesta quarta-feira (03) com três dos estabelecimentos localizados no centro, constatou-se que nada mudou com a entrada em vigor da nova lei, que impede a distribuição de sacolas plásticas pelo comércio, as quais continuam a ser utilizadas indistintamente no empacotamento das mercadorias.

Ao longo de sua carência, a lei 2.738/2009 foi alvo de inúmeras campanhas educativas e até reportagens veiculadas pelos meios de comunicação, um esforço coletivo para banir do comércio local uma vilã da degradação ambiental, mas que em seus primeiros dias de vigência parece ser uma ilustre desconhecida, mesmo que seu descumprimento resulte em multas e até na interdição do estabelecimento.

Como diria grande parte dos empresários sobre o assunto: Será que esta Lei pega!? Se sim ou se não, e espera-se que sim, é provável que só se saiba o resultado disso após as eleições, mas não deixe de carregar consigo a sua ecobolsa ou sua sacola retornável, afinal você estará fazendo valer a lei e o direito a uma cidade limpa e exemplar.

(*) Carlos Lima é graduado em Arquivologia pela Universidade Federal da Bahia (UFBa), é Pós-Graduado em Oracle, Java e Gerência de Projetos, é consultor em organização de arquivos e memória empresarial e exerce o cargo de Coordenador do Arquivo Público Municipal de Paracatu.

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