Jovem colecionador reúne raridades em Paracatu

Por: Carlos Lima (*)

O colecionador Júnio Oliveira Alves, no Arquivo Público, manuseia sua pasta com documentos históricos. Foto: Carlos Lima / Acervo o Arquivo Público de Paracatu / Jan. 2014

O colecionador Júnio Oliveira Alves, no Arquivo Público, manuseia sua pasta com documentos históricos. Foto: Carlos Lima / Acervo do Arquivo Público de Paracatu / Jan. 2014

Paracatu-MG (23/01/2014) – As pepitas que o paracatuense de 27 anos e técnico de laboratório de mineração, Junio Oliveira Alves, garimpa em sua casa no Bairro Bela Vista, são bem diferentes daquelas que outrora já enriqueceram filhos e forasteiros em Paracatu. O seu garimpo, não menos importante do que outros, faz-se com documentos raros, pastas de arquivo, um tanto de história e, principalmente, com grande entusiasmo que quase nunca se vê em meio aos jovens de mesma idade.

O Jovem colecionador, Júnio Alves, faz a doação de Periódico ao Arquivo Público de Paracatu. Foto: Carlos Lima / Jan. 2014

O Jovem colecionador, Júnio Alves, faz a doação de Periódico ao Arquivo Público de Paracatu. Foto: Carlos Lima / Jan. 2014

Foi na tarde da quarta-feira passada (15), que o jovem colecionador de documentos históricos compareceu ao Arquivo Público Municipal para compartilhar, à moda antiga, isto é, presencialmente, o conhecimento que se encontrava transportado em uma mochila repleta de manuscritos, moedas antigas, mapas, referentes aos séculos XVIII, XIX e XX, tudo adquirido por ele no contato que mantém com outros colecionadores.

Bastante interessado na conservação do seu acervo e já planejando para o futuro, investir na implantação de um local específico em sua casa para abrigar e estudar sua coleção, Junio Alves aproveitou a visita ao Arquivo Público para conhecer um pouco sobre técnicas de arquivamento, descrição e preservação, além de doar alguns itens documentais para o conjunto arquivístico da instituição.

O dedicado jovem “garimpeiro da memória” afirmou ainda a este colunista que prefere investir suas economias na aquisição de artefatos que revelem o passado da humanidade, já que isto representa para ele uma atividade prazerosa e ao mesmo tempo um caminho para melhor compreender a história.

Parte de um períodico (provavelmente da Revista O Cruzeiro, de 1964) sobre o teste de resistência do veículo Simca no circuito Paracatu-Brasília, doado por Junio Oliveira Alves ao Acervo do APMOMG / Foto Reprodução: Carlos Lima / Jan. 2014

Parte de um períodico (provavelmente da Revista O Cruzeiro, de 1964) sobre o teste de resistência do veículo Simca no circuito Paracatu-Brasília, doado por Junio Oliveira Alves ao Acervo do APMOMG / Foto Reprodução: Carlos Lima / Jan. 2014

 

(*) Carlos Lima é graduado em Arquivologia pela Universidade Federal da Bahia (UFBa), é Pós-Graduado em Oracle, Java e Gerência de Projetos, é consultor em organização de arquivos e memória empresarial e exerce a função de Arquivista do Arquivo Público Municipal de Paracatu.

Atenção! Caso queira publicar esta matéria, cite o autor. Casa utilize as imagens, cite o fotógrafo e o acervo a que pertencem.

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