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Arquivo Público Municipal: Uma jóia rara dos 219 anos de Paracatu

Arquivo Público Municipal Olímpio Michael Gonzaga em Paracatu – MG. Foto: Carlos Lima / 2017

Por: Carlos Lima (*)

 

O título de jóia rara, como sendo o que há de mais precioso num dado lugar, é primordialmente pertencente à população, que é protagonista de sua história e tece-a ao longo de muitos anos como a uma verdadeira “colcha de retalhos”, cujo resultado está bem conservado alí no Arquivo Público da sua cidade sob a forma de registros escritos, imagéticos e audiovisuais que retratam amplamente as atividades das civilizações.

A fundação do Arquivo Público de Paracatu é de 1994 e seu rico acervo, além de refletir muito bem os 219 anos da cidade, transcende esse período e sua geografia na medida em que  abrange manuscritos que datam deste 1723 sobre o velho Arraial de São Luiz e Sant’Anna das Minas do Paracatu e os quais, denunciam um largo e cumprido território que fizera divisa com o Estado da Bahia e que fora composto por diversos distritos, hoje em sua maioria emancipados e com nova denominação.

Privilegiada por sua rica arquitetura colonial, seus saberes bem peculiares e suas manifestações culturais, o município engajou-se e considerou, em 1993 quando das tratativas iniciais, que seria estratégico implantar o Arquivo Público, não só como espaço de preservação da memória documental antes largada às intempéries dos porões úmidos e outros depósitos insalubres, mas como o órgão que delineasse a política municipal de gestão arquivística, e que possibilitasse à comunidade interessada o livre acesso as sua fontes de pesquisa.

Visitantes conhecem o Arquivo Público Municipal. Foto: Carlos Lima Out. 2015 Acervo do Arquivo Público de Paracatu

A Prefeitura de Paracatu, por meio da Fundação Municipal Casa de Cultura (gestora do Arquivo Público), inaugurava assim, aos 24 de junho de 1994, o Arquivo Público Municipal com farta documentação de relevância probatória e de tomada de decisão – que são suas finalidades primeiras! – e também para a fundamentação de pesquisas históricas e científicas empreendidas por estudantes acadêmicos de diferentes níveis de instrução.

Consta entre os registros recentes da instituição arquivística, um projeto de pesquisa sobre a trajetória dos libaneses em Paracatu, que vem sendo desenvolvido pelo Professor Mestre em história Alexandre de Oliveira Gama e com o auxílio de sua aluna Ingrid Rabelo Cruz, do curso de análise de sistemas em informação

Professor Alexandre Gama à esquerda, Amanda Michele e o pesquisador Eduardo Rocha em pesquisa nos documentos do Arquivo Público Municipal. Foto: Carlos Lima ago. 2015 Acervo do Arquivo Público de Paracatu

do Instituto Federal de Educação do Triângulo Mineiro (IFTM) campus Paracatu. Os estudos baseiam-se, entre outros, nos processos da Justiça Comum e no acervo de periódicos e terão como fruto principal a elaboração de uma tese de doutorado.

Outro trabalho de destaque, cujas pesquisas desenvolvem-se há quase 3 anos junto às fontes primárias do Arquivo Público Municipal, é a alimentação do site A Raposa da Chapada a partir de conteúdo genealógico sobre os troncos familiares de Paracatu, levantamento este empreendido com labor pelos pesquisadores Eduardo Rocha, José Aluísio Botelho e Mauro Neiva utilizando-se de manuscritos eclesiásticos e judiciários.

Embora a instituição tenha primado por sempre franquear o acesso às informações de que dispõe em seu acervo, o horizonte apresenta-se com grandes desafios para atender à demanda de um público cada vez mais familiarizado e dependente de modernas tecnologias de acesso remoto, como smartphones e similares, que sem dúvida, vão exigir da administração municipal investimentos em projetos de digitalização do acervo e sua conseqüente virtualização por meio da Internet, com emprego de ferramentas que garantam a segurança e a confiabilidade dos dados.

Pesquisadores Eduardo Rocha (genealogista) e Terezinhas de Jesus (historiadora) em seus trabalhos no acervo. Foto Carlos Lima: Nov. 2015. Acervo do Arquivo Público de Paracatu MG

(*) Carlos Lima é graduado em Arquivologia pela Universidade Federal da Bahia (UFBa), é Pós-Graduado em Oracle, Java e Gerência de Projetos, é consultor em organização de arquivos e memória empresarial e exerce a função de Arquivista no Arquivo Público Municipal de Paracatu.

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Crimes de incesto e estupro no ano de 1780 contra a mulher são os destaques da quarta reportagem da série Traços de Paracatu, na TV Minas Brasil

Por: TV Minas Brasil (*)

Paracatu-MG (09/09/2016) – A quarta reportagem da série especial Traços de Paracatu traz as informações sobre o acervo de processos crimes – neste caso especificamente aqueles contra a vida – com base em documentos históricos disponíveis no Arquivo Público de Paracatu, especialmente no Fundo Tribunal Eclesiástico, que compreende documentação setecentista.

Na gravação da matéria, produzida com muito esmero pelos repórteres João Paulo Marques e Ailton Albernaz, da TV Minas Brasil, afiliada Rede Minas, destacam-se os crimes de incesto e estupro praticados contra duas mulheres de prenome Paulina e Brizida por um primo de prenome Pedro, no ano de 1780 no Arraial de São Luis e Sant’Ana das Minas do Paracatu (atual município de Paracatu).

O manuscrito de nº 48, que registra esses crimes contra a mulher, é marcado pela escrita cursiva do século XVIII e pode ser consultado no Fundo Tribunal Eclesiástico, caixa 03, Maço 28, na sede do Arquivo Público Municipal, na Rua Temístocles Rocha, nº 249, Núcleo Histórico de Paracatu (Próximo à antiga Delegacia Civil).

(*) Fonte: TV Minas Brasil (Canal 20 VHF) –   http://www.mbnews.tv.br/

Manuscritos com até 290 anos de existência marcam a terceira reportagem da série Traços de Paracatu, na TV Minas Brasil

Por: TV Minas Brasil (*)

Paracatu-MG (05/09/2016) – A terceira reportagem da série especial Traços de Paracatu traz os detalhes sobre o chamado Acervo Municipal do Arquivo Público de Paracatu, que é composto, dentre outros, por documentos raríssimos como os manuscritos do Tribunal Eclesiástico (Século XVIII), da Câmara Municipal (Séculos XIX e XX),  Irmandades Religiosas (Séculos XVIII ao XX, ), Tiro de Guerra (Século XX) e Prefeitura Municipal (Século XX).

Na gravação da matéria, produzida com muito esmero pelos repórteres João Paulo Marques e Daniel Santana, da TV Minas Brasil, afiliada Rede Minas, são mencionados acontecimentos e curiosidades como a existência do Tiro Guerra nº 90 em Paracatu (1946-1956), o registro das ruas e largos pioneiros do município (1811) e o cotidiano das atividades escolares no Povoado de Brejinho, Distrito de Unahy (1937).

(*) Fonte: TV Minas Brasil (Canal 20 VHF) –   http://www.mbnews.tv.br/

Série Especial Traços de Paracatu, da TV Minas Brasil, traz as preciosidades do acervo judiciário local

Por: TV Minas Brasil (*)

Paracatu-MG (24/08/2016) – Reportagem produzida pelo repórter João Paulo Marques e o cinegrafista Daniel Santana da TV Minas Brasil, afiliada Rede Minas, sobre os documentos disponíveis no fundo documental Poder Judiciário, da Comarca de Paracatu, custodiados pelo Arquivo Público Municipal, como processos de inventários, ações cíveis, divisões de terra e outros, que compreendem mais de 200 anos de atuação da Justiça Comum no Noroeste das Minas Gerais.

A Fundação Municipal Casa de Cultura e o Arquivo Público de Paracatu, através de sua diretoria e funcionários, agradecem à emissora de Paracatu, pela excelente produção jornalística sobre a memória documental do município e por sua exibição nos telejornais Jornal da Manhã (7h15), Jornal da Cidade (12h00) e MB News (7h00 e 20h30).

(*) Fonte: TV Minas Brasil (Canal 20 VHF) –   http://www.mbnews.tv.br/

22 anos do Arquivo Público Municipal: O guardião da memória paracatuense

Por: Carlos Lima (*)

Arquivo Público Municipal de Paracatu, na Rua Temístocles Rocha, nº 249 no Núcleo Histórico. Foto: Arquivista Carlos Lima/ 2008

Arquivo Público Municipal de Paracatu, na Rua Temístocles Rocha, nº 249 no Núcleo Histórico. Foto: Arquivista Carlos Lima/ 2008

Paracatu-MG(24/06/2016) – O combatido e reprovado termo arquivo morto bem que se aplicaria ao conjunto de manuscritos setecentistas resgatado em acelerado processo de deterioração nos porões da antiga Santa Casa de Misercórdia, na Rua Rio Grande do Sul, não fosse a iniciativa de um grupo de intelectuais em conjunto com o Poder Público municipal para promoverem a salvaguarda de tais documentos com a criação em 1994 do Arquivo Público e Histórico de Paracatu, no governo do então Prefeito Manoel Borges, que um ano depois publica o decreto 2.230/1995 consolidando de fato e de direito a criação do órgão.

Estado lastimável em que se encontravam os manuscritos do século XVIII resgatados do porão da antiga Santa Casa de Misericórdia em Paracatu. Foto: Acervo do Arquivo Público de Paracatu / 1992

Estado lastimável em que se encontravam os manuscritos do século XVIII resgatados do porão da antiga Santa Casa de Misericórdia em Paracatu. Foto: Acervo do Arquivo Público de Paracatu / 1992

Os trabalhos iniciais de organização e catalogação dos documentos de relevante valor histórico foram realizados pela equipe de servidores do Arquivo Público sob a orientação técnica de consultoria especializada em arquivologia, contratada pela municipalidade para garantir o sucesso de implantação do importante equipamento público destinado à preservação da memória de Paracatu.

Convênios com outros órgãos públicos e recebimento de doações de documentos com substancial interesse coletivo também foram concretizados pela Diretoria com o intuito de fortalecer o acervo sob sua custódia e facilitar o acesso do cidadão aos registros documentais. Marcam esse momento a doação feita pelo Sr. Curtis Bijos, em 1995, de 1125 fotos da primeira metade do século passado e a custódia de aproximadamente 25 mil processos da justiça comum da Comarca de Paracatu.

Acervo da Justiça Comum custodiado no Arquivo Público de Paracatu. Foto: Carlos Lima/2014/APMOMG

Acervo da Justiça Comum custodiado no Arquivo Público de Paracatu. Foto: Carlos Lima/2015/APMOMG

A definição de um patrono para a instituição também era um anseio da diretoria e veio a concretizar-se em junho de 1997, quando o então Prefeito Almir Paraca sanciona a Lei 2.156/1997, que passa a denominá-la como Arquivo Público Municipal Olímpio Michael Gonzaga, em homenagem ao saudoso autor de Memória Histórica de Paracatu (1910), professor da Escola Normal, fotógrafo, empresário e coletor federal.

O prédio do sobradinho do Sant’Anna abrigara o Arquivo Público até o seu 13º aniversário, quando em 2007 e a convite da Fundação Municipal Casa de Cultura, prepostos do Arquivo Público Mineiro vem a Paracatu exclusivamente para vistoriar e emitir parecer técnico sobre as condições de conservação e preservação do acervo. Atendendo à recomendação dos especialistas de que era indispensável a transferência para um local maior e que oferece menos risco aos documentos, a mudança realizou-se em novembro daquele ano para o casarão de nº 249 da Rua Temístocles Rocha, também no Núcleo Histórico.

Ainda no ano de 2007, o município realiza concurso e abra vaga para o cargo de arquivista, com exigência de bacharelado em Arquivologia e a posse do candidato aprovado acontece naquele mesmo ano. O Arquivo Público de Paracatu passa a contar então com staff técnico para a gestão documental e o planejamento e execução das políticas de preservação, conservação e acesso à informação previstas em lei e exigidas pelo Conselho Nacional de Arquivos, o CONARQ.

Dentre as suas ações de maior relevância, citam-se a educação patrimonial e ambiental realizada por meio de visitas guiadas ao acervo associadas a palestras, o emprego de sistema de banco de dados desenvolvido na própria instituição para garantir o acesso eficiente às fontes de pesquisa, a manutenção do site institucional para estreitar a relação com a comunidade, a consecução do Projeto de Conservação e Restauro dos Documentos do Século XVIII (mencionados no início deste artigo) e a digitalização e indexação de imagens do século XX.

A servidora Márcia Mello restaurando inventários e testamentos do século XVIII no Arquivo Público de Paracatu. Foto: Acervo APMOMG / Abril 2016

A servidora Márcia Mello restaurando inventários e testamentos do século XVIII no Arquivo Público de Paracatu. Foto: Acervo APMOMG / Abril 2016

Outra relevante conquista do Arquivo Público e da Fundação Municipal Casa de Cultura (sua gestora), deu-se com a recente aquisição (outubro de 2015) do acervo iconográfico, documental e bibliográfico do escritor de Paracatu, Antônio de Oliveira Mello, cujo investimento foi da ordem de R$ 65.000,00 com impostos inclusos e que trouxe para o município vasto repositório de informações sobre a cidade e que frequentemente tem servido à comunidade interessada em seus estudos e pequisas.

Dados estatísticos extraídos a partir dos registros de atendimento no Arquivo Público Municipal , entre o período 2011 a 2015, apontam para um média anual de cerca de 230 pesquisas efetuadas por terceiros junto à instituição, com finalidade relativamente variada entre fins acadêmicos e escolares, estudos genealógicos, comprovação e reclamação de direitos e posse de bens e outros. Somam-se a isso, algumas dezenas de atendimentos com a prestação de informações úteis para a tomada de decisão e fins probatórios junto à própria Prefeitura e a órgãos conveniados, como o Fórum local.

Para um futuro bem próximo, são metas que circulam nas artérias do “guardião” da memória documental do Noroeste Mineiro, a digitalização e disponibilização de pelo menos parte significativa de seu acervo na Internet, para acesso do grande público e maior transparência das informações sob custódia institucional, além do fortalecimento da equipe de servidores públicos.

(*) Carlos Lima é graduado em Arquivologia pela Universidade Federal da Bahia (UFBa), é Pós-Graduado em Oracle, Java e Gerência de Projetos, é consultor em organização de arquivos e memória empresarial e exerce a função de Arquivista do Arquivo Público Municipal de Paracatu.

Atenção! Caso queira publicar esta matéria, cite o autor. Casa utilize as imagens, cite o fotógrafo e o acervo a que pertencem.

Alunos da Escola Estadual Delano Brochado presentes durante a inauguração do Acervo adquirido do Historiador Antônio de Oliveira Mello. Nov. 2015 /Foto: Carlos Lima / Acervo do Arquivo Público de Paracatu

Alunos da Escola Estadual Delano Brochado presentes durante a inauguração do Acervo adquirido do Historiador Antônio de Oliveira Mello. Nov. 2015 /Foto: Carlos Lima / Acervo do Arquivo Público de Paracatu

Códices e Manuscritos do Século XVIII no porão da Santa Casa em 1992. Foto: Acervo do Arquivo Público de Paracatu.

Códices e Manuscritos do Século XVIII no porão da Santa Casa em 1992. Foto: Acervo do Arquivo Público de Paracatu.

Inauguração do acervo recém adquirido do escritor paracatuense Antônio de Oliveira Mello

Inauguração_do_Acervo_de_Oliveira_Mello_23_11_2015

Fonte: Fundação Municipal Casa de Cultura  – Tel.: (38)3671-4797

Local do evento: Arquivo Público Municipal de Paracatu – Rua Temístocles Rocha – 249 – Núcleo Histórico de Paracatu, próximo à Delegacia Civil. 

Oficina de Criação e Implantação de Arquivos Públicos é realizada em Paracatu

Evento aconteceu como parte do programa Minas Território da Cultura para a região Noroeste do Estado

Por: TV Rio Preto

Nossos agradecimentos à TV Rio Preto, afiliada Rede Minas, pela cobertura do evento e pela divulgação do Arquivo Público Municipal de Paracatu – MG

20 de Outubro é dia do Arquivista!

Por: Carlos Lima (*)

Elaine Maciel, graduada em Arquivologia pela Universidade Federal Fluminense em junho de 2012. Foto: Acervo Pessoal / Blog Aluna de Arquivo

Elaine Maciel, graduada em Arquivologia pela Universidade Federal Fluminense em junho de 2012, exibe com orgulho o seu diploma. Foto: Acervo Pessoal / Blog Aluna de Arquivo

O ofício desse profissional que comumente é confundido com o de um guardador de documentos antigos e, como tal, não goza do mesmo prestígio conferido a outros trabalhadores, tem em sua data uma oportunidade magna para a reflexão e o conhecimento sobre seu papel perante a população.

A Lei 6.546/1978 é a que ampara as profissões de arquivista e técnico de arquivo. Em seu artigo 2º, cabem ao bacharel em Arquivologia – área integrante das Ciências da Informação – o planejamento, a organização e a direção de serviços de arquivo, o planejamento, a orientação e o acompanhamento do processo documental e informativo, participação na elaboração de novos documentos e o assessoramento na pesquisa científica e técnico-administrativa.

Embora a legislação tenha mais de três décadas de existência e desenhe um perfil aceitável pela grande maioria dos arquivistas, é unanimidade entre a classe que ainda existe um desconhecimento cavalar sobre a importância do trabalho realizado por eles enquanto gestores da informação útil não só para a preservação da memória de um povo, mas também como subsídio para a tomada de decisão.

Arquivistas em visita ao Centro de Documentação da CELG (antiga Centrais Elétricas de Goiás) em Goiânia. Foto: Acervo da CELG/ Jul. 2008

Arquivistas em visita ao Centro de Documentação da CELG (antiga Centrais Elétricas de Goiás) em Goiânia. Foto: Acervo da CELG/ Jul. 2008

A graduação em Arquivologia capacita o arquivista para atuar em diferentes ambientes de trabalho, haja vista que a grade curricular do curso é marcada pela interdisciplinaridade. É possível, assim, gerenciar informações históricas e atuais em órgãos públicos, empresas privadas e outras organizações. Ele poderá interagir com produtores e usuários da informação desde a geração dos dados, o trâmite, o arquivamento e a sua destinação final, ou seja, a guarda permanente ou descarte dos documentos.

O profissional está também gabaritado para promover ações de caráter educativo e cultural, como exposições, palestras, visitas guiadas a acervos, pesquisas e publicações, que tenham por finalidade a divulgação da memória institucional e do conhecimento acumulado, especialmente em Arquivos e Centros de Documentação.

Tantas atribuições, contudo, não imprimem à carreira do bacharel em Arquivologia um futuro de tranquilidade. A começar pela irrelevância que é conferida pela maior parte das pessoas aos arquivos de um modo geral. Estes só tem valor ou só são lembrados quando algum bem ou o direito de alguém está em questão. A importância cultural, por sua vez, é quase sempre esquecida e marginalizada por muitos gestores.

Estudantes do Colégio Equipe Objetivo Paracatu Augusto Gabriel e Natã Cordeiro em Pesquisa no Arquivo Público Municipal. Foto Carlos Lima/Acervo APMOMG/Ago. 2013

Estudantes do Colégio Equipe Objetivo em Paracatu-MG, Augusto Gabriel e Natã Cordeiro em Pesquisa no Arquivo Público Municipal. Foto Carlos Lima/Acervo APMOMG/Ago. 2013

O dia 20 de outubro é, portanto, um momento especial para agradecer aos arquivistas pela incomensurável contribuição que prestam a sua nação,  de forma a enfrentarem não poucas vezes as adversidades financeiras e culturais, mas sempre garantindo a disponibilização e a acessibilidade às informações em tempo hábil e sem perder de vista a preservação da memória.

(*) Carlos Lima é graduado em Arquivologia pela Universidade Federal da Bahia (UFBa), é Pós-Graduado em Oracle, Java e Gerência de Projetos, é consultor em organização de arquivos e memória empresarial e exerce a função de Coordenador do Arquivo Público Municipal de Paracatu.

Atenção! Caso queira publicar esta matéria, cite o autor. Casa utilize as imagens, cite o fotógrafo e o acervo Arquivo Público de Paracatu-MG.

Preciosidades do Arquivo Público de Paracatu são exibidas pela TV Minas Brasil

Por: TV Minas Brasil/Rede Minas

Paracatu(MG) – 13/07/2012 – Em uma série especial de reportagens sobre o patrimônio histórico de Paracatu, a TV Minas Brasil, afiliada Rede Minas, destaca neste vídeo algumas das preciosidades documentais preservadas no Arquivo Público Municipal Olímpio Michael Gonzaga.  Com o depoimento do Arquivista e Coordenador da instituição arquivística, Carlos Lima, os repórteres Lílian Derkiê, Alan Lanhoso(cinegrafista) e Izabela Albernaz apresentam aos telespectadores um processo de inventário de 1880 e um Jornal de 1898.

Acervo de Oliveira Mello: Um Presente a Paracatu

Por: Carlos Lima (*)

Fonte: Jornal Noroeste News/Paracatu-MG