Arquivos de Tag: Arquivo Público Municipal

Crimes de incesto e estupro no ano de 1780 contra a mulher são os destaques da quarta reportagem da série Traços de Paracatu, na TV Minas Brasil

Por: TV Minas Brasil (*)

Paracatu-MG (09/09/2016) – A quarta reportagem da série especial Traços de Paracatu traz as informações sobre o acervo de processos crimes – neste caso especificamente aqueles contra a vida – com base em documentos históricos disponíveis no Arquivo Público de Paracatu, especialmente no Fundo Tribunal Eclesiástico, que compreende documentação setecentista.

Na gravação da matéria, produzida com muito esmero pelos repórteres João Paulo Marques e Ailton Albernaz, da TV Minas Brasil, afiliada Rede Minas, destacam-se os crimes de incesto e estupro praticados contra duas mulheres de prenome Paulina e Brizida por um primo de prenome Pedro, no ano de 1780 no Arraial de São Luis e Sant’Ana das Minas do Paracatu (atual município de Paracatu).

O manuscrito de nº 48, que registra esses crimes contra a mulher, é marcado pela escrita cursiva do século XVIII e pode ser consultado no Fundo Tribunal Eclesiástico, caixa 03, Maço 28, na sede do Arquivo Público Municipal, na Rua Temístocles Rocha, nº 249, Núcleo Histórico de Paracatu (Próximo à antiga Delegacia Civil).

(*) Fonte: TV Minas Brasil (Canal 20 VHF) –   http://www.mbnews.tv.br/

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Série Especial Traços de Paracatu, da TV Minas Brasil, traz as preciosidades do acervo judiciário local

Por: TV Minas Brasil (*)

Paracatu-MG (24/08/2016) – Reportagem produzida pelo repórter João Paulo Marques e o cinegrafista Daniel Santana da TV Minas Brasil, afiliada Rede Minas, sobre os documentos disponíveis no fundo documental Poder Judiciário, da Comarca de Paracatu, custodiados pelo Arquivo Público Municipal, como processos de inventários, ações cíveis, divisões de terra e outros, que compreendem mais de 200 anos de atuação da Justiça Comum no Noroeste das Minas Gerais.

A Fundação Municipal Casa de Cultura e o Arquivo Público de Paracatu, através de sua diretoria e funcionários, agradecem à emissora de Paracatu, pela excelente produção jornalística sobre a memória documental do município e por sua exibição nos telejornais Jornal da Manhã (7h15), Jornal da Cidade (12h00) e MB News (7h00 e 20h30).

(*) Fonte: TV Minas Brasil (Canal 20 VHF) –   http://www.mbnews.tv.br/

Acervo Escritor Oliveira Mello: Um presente histórico e cultural para o povo de Paracatu

Por: Carlos Lima (*)

Acervo bibliográfico, iconográfico e documental do Fundo Oliveira Mello, adquirido pela Prefeitura Municipal de Paracatu em Outubro de 2015. Foto: Carlos Lima /Nov. 2015. Acervo Arquivo Púbico de Paracatu

Acervo bibliográfico, iconográfico e documental do Fundo Oliveira Mello, adquirido pela Prefeitura Municipal de Paracatu em Outubro de 2015. Foto: Carlos Lima /Nov. 2015. Acervo Arquivo Púbico de Paracatu

Paracatu-MG (24/11/2015) – Um investimento na prospecção da memória e da cultura do povo do Noroeste das Minas Gerais deu-se com a aquisição do precioso acervo bibliográfico, iconográfico e documental do Professor e Escritor paracatuense Antônio de Oliveira Mello, de 78 anos de idade.

Fruto de um extenso e minucioso trabalho de recolhimento e análise de diferentes tipos de documentos, Oliveira Mello, como é mais conhecido, reuniu ao longo dos seus mais de 50 anos de produção literária (seu primeiro livro foi Paracatu Perante a História, publicado em 1960), dezenas de milhares de títulos e registros que formariam, sob a ótica arquivística, uma verdadeira e bem costurada colcha de retalhos sobre o passado e o presente de Paracatu e região. Sim! O escritor retrata em seus textos, alguns deles abundantemente ilustrados com fotografias, as transformações sofridas por estes sertões.

As fontes de pesquisa, brava e reconhecidamente adquiridas pela municipalidade de Paracatu pela cifra de 59 mil reais, já com impostos, são de uma relevância imensurável para subsidiarem os estudos e pesquisas empreendidos pelo público frequentador do Arquivo Público Olímpio Michael Gonzaga, órgão que passou a custodiar oficialmente, desde ontem (23), a massa documental e bibliográfica em questão.

O escritor Oliveira Mello ao lado do arquivista Carlos Lima em visita ao Arquivo Público de Paracatu. Out. 2015. Foto: Acervo do Arquivo Público de Paracatu

O escritor Oliveira Mello ao lado do arquivista Carlos Lima em visita ao Arquivo Público de Paracatu. Out. 2015. Foto: Acervo do Arquivo Público de Paracatu

Entre os itens disponíveis para a consulta, estão fotografias dos séculos XX e XXI, jornais desde o ano de 1895, 17 caixas com correspondências, rascunhos e outros documentos, a coleção completa dos livros do próprio transmitente do acervo (54 publicações), outros que se referem à cidade de Paracatu, periódicos sobre a trajetória do Ex-Ministro do Supremo Tribunal Federal e também filho desta terra, Joaquim Barbosa e livros de outros autores paracatuenses.

O acervo do Professor e escritor Oliveira Mello já fora, há alguns anos, objeto de interesse de uma das faculdades particulares da cidade, entretanto sem que houvesse de fato uma negociação concreta quanto à aquisição. Por parte da Prefeitura de Paracatu as tratativas para compra do acervo iniciaram em junho de 2014 e somente foram concluídas com êxito em outubro deste ano, com o recebimento do acervo na cidade vizinha de Patos de Minas, onde reside o transmitente.

Inauguração

Inauguração do Acervo Fundo Oliveira Mello. Presidente da Câmara João Arcanjo, Secretário de Cultura Isac Arruda e a Presidente da Casa de Cultura Graciele Mendes abrem oficialmente a sala do novo acervo. Foto: Carlos Lima / Nov. 2015 Acervo Arquivo Púbico de Paracatu

Inauguração do Acervo Fundo Oliveira Mello. Presidente da Câmara João Arcanjo, Secretário de Cultura Isac Arruda e a Presidente da Casa de Cultura Graciele Mendes abrem oficialmente a sala do novo acervo. Foto: Carlos Lima / Nov. 2015 Acervo Arquivo Púbico de Paracatu

O evento de inauguração da sala destinada a abrigar o acervo do Escritor Oliveira Mello, foi promovido pela Fundação Municipal Casa de Cultura, órgão gestor do Arquivo Público, e aconteceu na manhã desta segunda-feira (23), de forma que contou com amplo público, com a participação da Diretora da respectiva Fundação, Graciele Mendes de Souza, do Secretário Municipal de Cultura, Isac Costa Arruda, do Presidente da Câmara Municipal de Paracatu, João Arcanjo (Joãozinho Chapuleta), do Vereador Professor Hamilton, também acompanhado de seus alunos da Escola Estadual Delano Brochado, além da imprensa local e visitantes.

(*) Carlos Lima é graduado em Arquivologia pela Universidade Federal da Bahia (UFBa), é Pós-Graduado em Oracle, Java e Gerência de Projetos, é consultor em organização de arquivos e memória empresarial e exerce a função de Arquivista do Arquivo Público Municipal de Paracatu.

Atenção! Caso queira publicar esta matéria, cite o autor. Casa utilize as imagens, cite o fotógrafo e o acervo a que pertencem.

Outras imagens:

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Serviço:

Arquivo Público Municipal Olímpio Michael Gonzaga

Rua Temístocles Rocha – 249 – Núcleo Histórico – Próximo à Delegacia Civil – Paracatu-MG

Horário de Funcionamento: 8h00  às 12h00  e das 14h00 às 18h00

Tel.: (38)3671-5236

Jaboatão dos Guararapes, na região metropolitana do Recife, inaugura Arquivo Público Municipal

Por: Herbert Fernandes/Blog Lagoa Olho D’Água (*)

Arquivo Municipal de Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco, é novo espaço dedicado à preservação da memória e à acessibilidade às informações produzidas pela Prefeitura. Foto: Blog Lagoa Olho Dagua

Arquivo Municipal de Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco, é novo espaço dedicado à preservação da memória e à acessibilidade às informações produzidas pela Prefeitura. Foto: Blog Lagoa Olho Dagua

Jaboatão dos Guararapes (PE) – 21/12/2012 – Foi inaugurado na quinta-feira (13), o Arquivo Público de Jaboatão dos Guararapes, cidade da região metropolitana do Recife. Dos 185 municípios pernambucanos, essa é a segunda unidade existente no Estado. A outra fica em Olinda.

O espaço terá o objetivo de preservar a memória de Jaboatão, sendo uma parceria da Prefeitura com o Governo Estadual. A unidade terá a finalidade de guardar, conservar e disponibilizar para a sociedade toda documentação acumulada e produzida pelo poder executivo municipal.
A solenidade, que contou com a presença do vice-prefeito do município, Edir Peres, teve exibição de periódicos antigos locais, a exemplo dos jornais “O encontro”, “Jornal do Jaboatão”, “Gazeta Jaboatanense”, “Folha de Jaboatão” e o “Ferroviário”. Todos, do século 19. “Importante ação do município, que agora possibilitará a população a preservação de sua história”, afirmou o coordenador geral do Arquivo Público Estadual Jordão Emerenciano, Pedro Moura.
O Arquivo Público de Jaboatão espaço contará com uma equipe formada por nove funcionários, que ficarão responsáveis pela organização e catalogação dos documentos. O local funcionará de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

Serviço:

Arquivo Público de Jaboatão
Endereço: Rua José Alves Bezerra, nº 465, Guararapes
Telefone: (81) 3379.1957
Funcionamento: segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

(*) Publicado originalmente em 14/12/2012. Texto publicado com adaptações.

Câmara de Altaneira, no interior cearense, aprova criação de Arquivo Público Municipal

A matéria não obteve posições em contrário, sendo, assim, aprovada por unanimidade

Por: Câmara Municipal de Altaneira (*)

Igreja Matriz de Santa Tereza d'Ávila, em Altaneira, no Ceará. Foto de Fabricio Ferraz/1988

Altaneira (CE)– 06/12/2011 – O Vereador Deza Soares (PCdoB), na condição de Presidente em Exercício do Legislativo Municipal da cidade de Altaneira, a 380 Km de Fortaleza, defendeu na tarde desta terça-feira, 29 de novembro, uma completa organização e preservação de todos os tipos de documentações.

Para tanto, ele apresentou no dia 22 um requerimento objetivando por parte do Poder Executivo a criação de um Arquivo Público Municipal. Na tarde da última terça, 29, o requerimento retornou, agora para ser colocado em discussão e votação.
Segundo o autor as documentações inerentes a todos os espaços públicos estão entrando em um processo de deterioração. Nesse sentido disse, “é uma necessidade a criação de um arquivo público”.
São objetivos deste espaço Organizar e tombar todos os documentos escritos e iconográficos a respeito das Instituições públicas e privadas, Buscar meios para a Restauração e digitalização de Documentos Históricos importantes ao Município,Resgatar a memória dos munícipes, bem como também ajudar de forma efetiva a Administração Pública no que toca a busca e entrega agilizada das documentações, dentre outras finalidades.
A matéria não obteve posições em contrários, sendo, assim, aprovada por unanimidade.

(*) Publicado originalmente em 01/12/2011

Brejo da Madre de Deus, no interior pernambucano, ganhará Arquivo Público Municipal

Por: Blog Estação Notícias (*)

Casa de Câmara e Cadeia de Brejo da Madre de Deus abrigará Arquivo Público Municipal. Foto: Pedro Valadares/Fev. 2008

Brejo da Madre de Deus (PE) – 09/11/2011 – Brejo da Madre de Deus, localizada no agreste pernambucano e a 190 Km da capital Recife, é uma das cidades mais importantes do Estado e com uma história riquíssima, e boa parte desta estava perdida em salas ou armários escuros. Mas agora numa parceria entre a Fundarpe (Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco), IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), Arquivo Estadual de Pernambuco e Prefeitura Municipal de Brejo da Madre de Deus vão levantar toda esta poeira e resgatar a história da cidade.

Técnicos do arquivo Pernambucano vieram conhecer o Arquivo da Prefeitura do Brejo. A idéia é tão logo que o Prédio de Câmara e Cadeia esteja restaurado, instalar o Arquivo Publico Municipal com todos os documentos históricos da cidade disponibilizados para pesquisa e conhecimento da população, além de fotos, vídeos históricos, objetos e publicações sobre o Município.
Casa de Câmara e Cadeia
Por: Pedro Valadares
Nos primórdios da colonização portuguesa, para a fundar vilas, uma das primeiras preocupações era a implantação da igreja, do pelourinho e da Casa de Câmara e Cadeia.

A igreja para a prática da fé, o pelourinho para punir os transgressores (principalmente os escravos), e a Casa de Câmara e Cadeia tinha a finalidade de satisfazer as necessidades de serviços administrativos, legislativos, judiciais e penitenciários. Na maioria dos casos, o respectivo programa funcional distribuía-se em dois pavimentos, e compunha-se de duas partes distintas: Câmara, no pavimento superior; e Cadeia, no térreo, como o próprio nome já diz, destinada à prisão.

Nos primeiros séculos, o poder público não tinha gastos com a manutenção dos presos. Desta forma, as janelas no pavimento térreo, que serviam às enxovias, eram essenciais aos presos, pois através delas recebiam alimentos de seus parentes, ou de estranhos como esmola.

Casa de Câmara e Cadeia de Paracatu

Por: Carlos Lima(**)

Casa de Câmara e Cadeia de Paracatu, Minas Gerais, em 1910. Foto: Olímpio Michael Gonzaga/Acervo Arquivo Público Municipal

Paracatu, cidade localizada no Noroeste de Minas e a cerca de 500 Km de Belo Horizonte, também já possuíra até o século passado a sua Casa de Câmara de Cadeia na antiga Rua Direita (hoje Rua Dr. Seabra) ao do extinto Mercado Municipal (hoje Museu Histórico Pedro Salazar Moscozo), na região do chamado Núcleo Histórico.

Por não haver na época nenhuma lei de proteção áquele tipo de edificação ou sequer algum tipo de sentimento que visasse à preservação do casario (muitos casarões foram demolidos ao longo do século XX), o imponente sobrado construído em 1870 e considerado por alguns como um marco da administração local e da justiça, deu lugar, em 1935 a novas e ofuscadas construções sem história para contar.
(*) Públicado originalmente em 07/11/2011
(**) Carlos Lima é graduado em Arquivologia pela Universidade Federal da Bahia (UFBa), é Pós-Graduado em Oracle, Java e Gerência de Projetos, é consultor em organização de arquivos e memória empresarial e exerce o cargo de Coordenador do Arquivo Público Municipal de Paracatu.

Documentos públicos são descartados de forma criminosa em São José do Rio Preto

Por: Diarioweb (*)

Documentos da Secretaria de Esportes são desovados em São José do Rio Preto. Foto/Reprodução: TV Tem

São José do Rio Preto (SP) – A desova de documentos públicos pela Secretaria de Esportes de São José do Rio Preto, a 454 Km da capital paulista, pode caracterizar crime de improbidade tanto para o secretário José Carlos Marinho quanto para o prefeito Valdomiro Lopes (PSB). Na sexta-feira, um calhamaço de papéis referentes à administração Edinho Araújo (PMDB), muitos deles originais, foram localizados em área do antigo Instituto Penal Agrícola (IPA).

Entre os documentos, fotos de agentes públicos de gestões anteriores. Foto/Reprodução: TV Tem

Entre o material, requisições e comprovantes de pagamentos, notas fiscais, cadastro de eleitores e até fotografias originais de Edinho com o ex-secretário de Esportes Alcides Zanirato. A Prefeitura admite o descarte ilegal a já determinou a abertura de sindicância interna para apurar responsabilidades.

O artigo 305 do Código Penal brasileiro caracteriza como crime de supressão de documento “destruir, suprimir ou ocultar, em benefício próprio ou de outrem, ou em prejuízo alheio, documento público ou particular verdadeiro, de que não podia dispor.” A pena vai de dois a seis anos de reclusão e multa se o documento for público. De acordo com a lei federal 8.159, de 8 de janeiro de 1991, é “dever do poder público a gestão documental e a proteção” de documentos.

O artigo 9º da lei diz ainda que “a eliminação de documentos produzidos por instituições públicas e de caráter público será realizada mediante autorização da instituição arquivística pública, na sua específica esfera de competência.” Já o artigo 25 prevê que “ficará sujeito à responsabilidade penal, civil e administrativa, na forma da legislação em vigor, aquele que desfigurar ou destruir documentos de valor permanente ou considerado como de interesse público e social.”

O ex-prefeito Edinho Araújo pediu que a Polícia Civil investigue o caso. Questionado se pretendia registrar boletim de ocorrência ou formalizar a denúncia junto às autoridades, Edinho disse por meio de assessoria que já fez sua parte. “Entende ser uma ação criminosa que a polícia tem o dever de investigar”, informou sua assessoria de imprensa. O secretário de Comunicação, Deodoro Moreira, diz que sindicância será aberta para apurar as circunstâncias em que a documentação foi descartada. “Temos de ver o que é cópia, o que é original. Se tem originais precisa apurar porque estavam ali”, afirmou o secretário.

Um dos casos mais emblemáticos de supressão de documentos públicos em Rio Preto foi registrado em 2003. O ex-chefe de fiscalização do Semae, Adalberto Goto, foi condenado por retirar documentos da autarquia que serviram para abastecer CPI na Câmara que investigou o órgão. Goto foi condenado em 2008 a três anos de reclusão por “ocultação” e “extravio” dos documentos do Semae.

O que diz a Lei de Arquivos. Fonte: planalto.gov.br / Arte: Carlos Lima/Arquivo Público Municipal de Paracatu

Lei federal prevê obrigação de conservação

De acordo com a legislação federal, a União, os Estados e os municípios devem manter arquivos públicos para guarda e preservação dos documentos produzidos pelos órgãos do Poder Executivo e do Poder Legislativo. Em Rio Preto, o Arquivo Municipal foi criado em 2003 e, atualmente, está sem um diretor responsável. O último responsável que esteve à frente do órgão, o jornalista Fernando Marques, criticou ontem o descaso com a papelada encontrada na área pública ao lado do IPA.

São José do Rio Preto: Com 412.075 habitantes, município desrespeita a Lei 8.159, que prevê proteção especial a documentos de arquivo

“Todos os documentos têm de ir para o arquivo, mas por falta de espaço, ficam nas secretarias ao Deus dará. Jogam fora sem critério”, disse Marques, que deixou o cargo na esteira da decisão judicial que determinou a demissão dos comissionados. Marques não foi chamado por Valdomiro após a edição da nova lei que recriou 230 cargos de livre nomeação.

O ex-diretor disse ainda que é preciso fazer uma catalogação de todos os documentos produzidos pelos órgãos públicos para que sejam disponibilizados para consulta pública. A lei 8.159/91 divide em três modalidades os documentos públicos. Correntes, transitórios e permanentes. “Consideram-se permanentes os conjuntos de documentos de valor histórico, probatório e informativo que devem ser definitivamente preservados”, diz a lei.

A Prefeitura diz que sindicância vai esclarecer em qual modalidade se enquadram os documentos desovados pela Secretaria de Esportes na sexta-feira, bem como quem teria tentado dar o fim à papelada. O secretário de Cultura, Antonio Carlos Parise, não foi localizado ontem para comentar a situação do Arquivo Público Municipal.

(*) Publicado originalmente em 16/10/2011

Programa de gestão de arquivos itinerante do Arquivo do Estado de São Paulo chega a Barretos

Esta ação visa garantir o amplo acesso às informações públicas pela população e à preservação do patrimônio histórico e documental da cidade[…]

Por: Jornal de Barretos (*)

Museu Municipal, Artístico e Cultural “Ruy Menezes”, em Barretos. Foto: Prefeitura Municipal de Barretos

 Barretos (SP) – 30/09/2011 – O Arquivo Público do Estado de São Paulo, órgão vinculado à Casa Civil, realiza nestas quinta(29) e sexta-feira (30) visita técnica à cidade de Barretos, localizada a 422 Km da capital paulista. Técnicos da instituição reunem-se com representantes da Prefeitura e da Câmara Municipal para discutir a implantação de um sistema de gestão de arquivos na cidade e transformá-lo em referência para toda região. Esta ação visa garantir o amplo acesso às informações públicas pela população e à preservação do patrimônio histórico e documental da cidade.
No arquivo municipal são guardados todos os documentos referentes à administração pública que possam ter valor histórico para a cidade. Um arquivo bem gerido é capaz de armazenar e disponibilizar à população o acesso à informação sobre as ações do Estado,  de maneira a garantir os direitos do cidadão. “O que se quer é garantir que o os municípios possam ter condições eficazes de gerir seus arquivos e documentos, respeitando, é claro, sua autonomia”, diz Manuella Ramalho, integrante da equipe que visitará a cidade.
Esta ação faz parte do Programa de Gestão Documental Itinerante nos Municípios, uma iniciativa do Arquivo Público para incentivar a institucionalização de Arquivos Públicos Municipais no Estado de São Paulo.
A visita técnica é a primeira etapa do programa e busca analisar a situação política documental das administrações municipais. A segunda etapa prevê a elaboração de um diagnóstico pela equipe do Arquivo Público e reuniões com autoridades locais no Encontro Paulista Regional sobre Gestão Documental Pública: por uma política municipal de arquivos, que este ano será realizado em Araraquara, no dia 8 de novembro de 2011. Após o Encontro, estratégias específicas serão traçadas para a realidade de cada município, a fim de atingir os objetivos conjuntamente pactuados.
Todo serviço oferecido é realizado gratuitamente pela equipe do Centro de Assistência aos Municípios. “Todas essas ações tem o objetivo de assegurar o acesso à informação, que é um direito do cidadão, a transparência da administração pública e a preservação do patrimônio documental e histórico para a região”, completa Igor Marangone, da equipe do Arquivo Público do Estado de São Paulo.

(*) Matéria publicada originalmente em 29/09/2011 pelo Jornal de Barretos

Camacan, na Bahia, implantará Arquivo Público Municipal

“Acreditamos que entre os 60 dias o Arquivo de Camacan será definitivamente implantado”, dizem especialistas

Por: Prefeitura Municipal de Camacan (*)

Valorização da memória: Técnicas e especialistas da Universidade Estadual de Santa Cruz, em Itabuna-Bahia, visitam local e acervo para implantação do Arquivo Municipal de Camacan, no interior baiano. Foto: Prefeitura Municipal de Camacan

Camacan (BA) – 23/09/2011 – O Arquivo Público Municipal é o órgão responsável pela preservação e manutenção do acervo histórico e documental da cidade. Vários estudantes do município de Camacan, localizado a cerca de 535 Km de Salvador, na Bahia, têm dificuldades para desenvolverem suas pesquisas científicas por falta de organismo que lhes dêem sustentação às informações.
No dia 30 de junho de 2006 foi assinada a Lei nº 567/2006, que dispõe sobre a criação do Arquivo Público Municipal, mas criar leis e não colocá-las em evidência, de nada adianta.

Prefeita de Camacan, Ângela Castro. Foto: O Tempo Jornalismo

A prefeita Ângela Castro em parceria com a UESC (Universidade Estadual de Santa Cruz) e o Instituto Pedro Calmon (órgão subordinado ao Governo do Estado da Bahia), estão se mobilizando para a implantação do Arquivo Público Municipal de Camacan. Em 19 de julho de 2011 foi feito o Decreto que aprova o Regimento Interno do Arquivo Público. No último dia 12 de setembro, a prefeitura teve a honra de receber as visitas ilustres da Dra. Janete Ruiz de Macedo, Coordenadora do Projeto de Implantação e Implementação de Arquivos e Museus da Bahia e da professora Stela Dalva Teixeira, Arquivista da CODOC, ambas da UESC. Elas fizeram uma vistoria no local (Ginásio de Esportes) onde será instalada a unidade de Camacan. Preliminarmente a visão é bastante otimista. A Dra. Janete fará um relatório do que viu e encaminhará ao Instituto Pedro Calmon para a celebração do convênio. Acreditamos que entre os 60 dias o Arquivo de Camacan será definitivamente implantado. Até lá, o local receberá reparos e reformas para que a UESC promova o treinamento da equipe.

Sem dúvida, esse é mais um presente que Camacan recebe no ano do cinquentenário. Parabéns a prefeita Ângela Castro pela iniciativa. A Prefeitura Municipal de Camacan agradece o empenho da UESC e o Instituto Pedro Calmon.
Com informações da Assessoria de Imprensa da Prefeitura Municipal de Camacan.

Município da Serra Gaúcha reformula Arquivo Público Municipal

Foram adquiridas mais de 100 prateleiras, e a documentação aos poucos foi sendo recuperada, catalogada e separada em diversas áreas[…]

Por: Prefeitura Municipal de Garibaldi

População garibaldiense beneficiada: Prefeitura investe na conservação e organização do Arquivo Público de Garibaldi, no RS. Foto: Prefeitura Municipal de Garibaldi

Garibaldi (RS), 15/09/2011- Um importante serviço para a comunidade garibaldense está à disposição de forma muito mais organizada desde 2009 em Garibaldi, município localizado a 104 Km de Porto Alegre. É o Arquivo Público Theobaldo Ferreira dos Passos, totalmente reformulado pela Administração Popular há dois anos.

No Arquivo Público, está à disposição para consulta, pesquisa e resgate toda a documentação do Município desde a década de 1960. Projetos de construção, habite-ses, empenhos, enfim, todo e qualquer documento gerado pela Prefeitura. Estes documentos são muito importantes para a população em diversas ocasiões, como transferências, construções, ampliações de imóveis, etc. Eles estão disponíveis para pesquisa e também, caso necessário, são disponibilizadas cópias dos referidos documentos.

Garibaldi:Valorização da cultura e da memória. Foto:Prefeitura Municipal de Garibaldi

Antigamente, o Arquivo encontrava-se deteriorado, em uma instalação sem as mínimas condições. A Administração Municipal, em 2009, transferiu todos os documentos para um novo local, mais amplo e com as condições adequadas de luminosidade. Foram adquiridas mais de 100 prateleiras, e a documentação aos poucos foi sendo recuperada, catalogada e separada em diversas áreas, facilitando e agilizando o atendimento à comunidade.

A população que necessita de algum documento pode procurar o Arquivo Público Municipal Theobaldo Ferreira dos Passos das 8h às 11h30min e das 13h30min às 17h. Ele está localizado na Rua Heitor Mazzini, 55, Sala 01, no mesmo prédio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Mais informações pelo telefone: 3462-1318.