Arquivos de Tag: memória

Memória produzida e reunida pelo escritor paracatuense Oliveira Mello é o destaque da quinta e última reportagem da série Traços de Paracatu, na TV Minas Brasil

Por: TV Minas Brasil (*)

Paracatu-MG (06/01/2017) – A quinta reportagem da série especial Traços de Paracatu traz as informações sobre o Acervo Iconográfico, Documental e Bibliográfico de Paracatu, com destaque para itens de ampla consulta por parte da população, como fotografias, periódicos, livros e vídeos sobre o município.

Na gravação da matéria, produzida com grande labor pelos repórteres João Paulo Marques e Ailton Albernaz, da TV Minas Brasil, afiliada Rede Minas, destaca-se o conjunto da produção literária e documental do escritor paracatuense Antônio de Oliveira Mello, de 80 anos, cujo acervo fora adquirido pela municipalidade em outubro de 2015 e que passou desde sua inauguração, em novembro daquele ano, a estar completamente acessível à comunidade interessada.

Visitas e consultas ao Arquivo Público Municipal, podem ser feitas na Rua Temístocles Rocha, nº 249, Núcleo Histórico de Paracatu (Próximo à antiga Delegacia Civil).

(*) Fonte: TV Minas Brasil (Canal 20 VHF) –   http://www.mbnews.tv.br/

Acervo da Hemeroteca do Arquivo Público é o destaque da 2ª reportagem da série Traços de Paracatu, da TV Minas Brasil

Por: TV Minas Brasil (*)

Paracatu-MG (26/08/2016) – A segunda reportagem da série especial Traços de Paracatu traz os detalhes sobre a hemeroteca do Arquivo Público de Paracatu, que é formada por jornais e revistas que remetem principalmente ao final do século XIX e séculos XX E XXI.

Na gravação da matéria, produzida com muito esmero pelos repórteres João Paulo Marques e Daniel Santana, da TV Minas Brasil, afiliada Rede Minas, são mencionados acontecimentos e curiosidades como a tabela de preços do mercado local (alimentos e outros gêneros) em 1894, as eleições e a realização da 1ª Exposição Agropecuária e Industrial de Paracatu em outubro de 1962.

(*) Fonte: TV Minas Brasil (Canal 20 VHF) –   http://www.mbnews.tv.br/

 

Acervo Escritor Oliveira Mello: Um presente histórico e cultural para o povo de Paracatu

Por: Carlos Lima (*)

Acervo bibliográfico, iconográfico e documental do Fundo Oliveira Mello, adquirido pela Prefeitura Municipal de Paracatu em Outubro de 2015. Foto: Carlos Lima /Nov. 2015. Acervo Arquivo Púbico de Paracatu

Acervo bibliográfico, iconográfico e documental do Fundo Oliveira Mello, adquirido pela Prefeitura Municipal de Paracatu em Outubro de 2015. Foto: Carlos Lima /Nov. 2015. Acervo Arquivo Púbico de Paracatu

Paracatu-MG (24/11/2015) – Um investimento na prospecção da memória e da cultura do povo do Noroeste das Minas Gerais deu-se com a aquisição do precioso acervo bibliográfico, iconográfico e documental do Professor e Escritor paracatuense Antônio de Oliveira Mello, de 78 anos de idade.

Fruto de um extenso e minucioso trabalho de recolhimento e análise de diferentes tipos de documentos, Oliveira Mello, como é mais conhecido, reuniu ao longo dos seus mais de 50 anos de produção literária (seu primeiro livro foi Paracatu Perante a História, publicado em 1960), dezenas de milhares de títulos e registros que formariam, sob a ótica arquivística, uma verdadeira e bem costurada colcha de retalhos sobre o passado e o presente de Paracatu e região. Sim! O escritor retrata em seus textos, alguns deles abundantemente ilustrados com fotografias, as transformações sofridas por estes sertões.

As fontes de pesquisa, brava e reconhecidamente adquiridas pela municipalidade de Paracatu pela cifra de 59 mil reais, já com impostos, são de uma relevância imensurável para subsidiarem os estudos e pesquisas empreendidos pelo público frequentador do Arquivo Público Olímpio Michael Gonzaga, órgão que passou a custodiar oficialmente, desde ontem (23), a massa documental e bibliográfica em questão.

O escritor Oliveira Mello ao lado do arquivista Carlos Lima em visita ao Arquivo Público de Paracatu. Out. 2015. Foto: Acervo do Arquivo Público de Paracatu

O escritor Oliveira Mello ao lado do arquivista Carlos Lima em visita ao Arquivo Público de Paracatu. Out. 2015. Foto: Acervo do Arquivo Público de Paracatu

Entre os itens disponíveis para a consulta, estão fotografias dos séculos XX e XXI, jornais desde o ano de 1895, 17 caixas com correspondências, rascunhos e outros documentos, a coleção completa dos livros do próprio transmitente do acervo (54 publicações), outros que se referem à cidade de Paracatu, periódicos sobre a trajetória do Ex-Ministro do Supremo Tribunal Federal e também filho desta terra, Joaquim Barbosa e livros de outros autores paracatuenses.

O acervo do Professor e escritor Oliveira Mello já fora, há alguns anos, objeto de interesse de uma das faculdades particulares da cidade, entretanto sem que houvesse de fato uma negociação concreta quanto à aquisição. Por parte da Prefeitura de Paracatu as tratativas para compra do acervo iniciaram em junho de 2014 e somente foram concluídas com êxito em outubro deste ano, com o recebimento do acervo na cidade vizinha de Patos de Minas, onde reside o transmitente.

Inauguração

Inauguração do Acervo Fundo Oliveira Mello. Presidente da Câmara João Arcanjo, Secretário de Cultura Isac Arruda e a Presidente da Casa de Cultura Graciele Mendes abrem oficialmente a sala do novo acervo. Foto: Carlos Lima / Nov. 2015 Acervo Arquivo Púbico de Paracatu

Inauguração do Acervo Fundo Oliveira Mello. Presidente da Câmara João Arcanjo, Secretário de Cultura Isac Arruda e a Presidente da Casa de Cultura Graciele Mendes abrem oficialmente a sala do novo acervo. Foto: Carlos Lima / Nov. 2015 Acervo Arquivo Púbico de Paracatu

O evento de inauguração da sala destinada a abrigar o acervo do Escritor Oliveira Mello, foi promovido pela Fundação Municipal Casa de Cultura, órgão gestor do Arquivo Público, e aconteceu na manhã desta segunda-feira (23), de forma que contou com amplo público, com a participação da Diretora da respectiva Fundação, Graciele Mendes de Souza, do Secretário Municipal de Cultura, Isac Costa Arruda, do Presidente da Câmara Municipal de Paracatu, João Arcanjo (Joãozinho Chapuleta), do Vereador Professor Hamilton, também acompanhado de seus alunos da Escola Estadual Delano Brochado, além da imprensa local e visitantes.

(*) Carlos Lima é graduado em Arquivologia pela Universidade Federal da Bahia (UFBa), é Pós-Graduado em Oracle, Java e Gerência de Projetos, é consultor em organização de arquivos e memória empresarial e exerce a função de Arquivista do Arquivo Público Municipal de Paracatu.

Atenção! Caso queira publicar esta matéria, cite o autor. Casa utilize as imagens, cite o fotógrafo e o acervo a que pertencem.

Outras imagens:

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Serviço:

Arquivo Público Municipal Olímpio Michael Gonzaga

Rua Temístocles Rocha – 249 – Núcleo Histórico – Próximo à Delegacia Civil – Paracatu-MG

Horário de Funcionamento: 8h00  às 12h00  e das 14h00 às 18h00

Tel.: (38)3671-5236

O nosso passado, a quem interessa?

Por: Iara Garcia Miranda (*)

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A estagiária Iara Garcia restaura um documento de 1923 da Justiça Comum da Comarca de Paracatu, Minas Gerais, no Arquivo Público Municipal. Foto: Acervo Pessoal / Set. 2015

Paracatu-MG (25/09/2015) – A definição da palavra passado de acordo com o dicionário Aurélio é: antiquado, obsoleto. Mas será que tal definição está correta?

Num mundo tão moderno e tecnológico como o que estamos vivendo, as pessoas tem cada vez mais ignorado o seu pretérito. Um erro primário. São os nossos conhecimentos e aprendizados sobre este que determinam as nossas escolhas e suas possíveis consequências para o futuro.

Nessa corrida evolucionista, lugares como arquivos públicos perdem seu espaço. A desvalorização dos profissionais da área é cada vez mais crescente e visível. Ainda que busquemos aprimorar nossas tecnologias, não devemos jamais nos esquecer do nosso passado, pois nele está nossa história e nossas raízes. Tudo que nos cerca, possui história.

Tal desvalorização parte de nossos próprios governantes, que não priorizam verbas para órgãos direcionados à preservação da memória; como podemos esperar que uma sociedade reconheça o valor de tais locais se nossos líderes não o fazem?

E nessa luta solitária e inglória, me lembro de Freud: “Quanto menos alguém sabe sobre o passado e o presente, mais inseguro será o seu juízo sobre o futuro”.

(*) Iara Garcia Miranda é licenciada em História pela Universidade Federal de Ouro Preto e é estagiária no Arquivo Público Municipal de Paracatu – MG

Atenção! Caso queira publicar esta matéria, cite a autora. Casa utilize as imagens, cite o fotógrafo e o acervo Arquivo Público de Paracatu-MG.

Carnaval e Memória: Confira no Arquivo Clipping momentos dos antigos carnavais de Paracatu!

Por: Carlos Lima (*)

Paracatu(MG) – 07/02/2013

1995

Foliões na Praça Firmina Santana no Carnaval de 1995. Foto: Jornal de Paracatu / Acervo: APMOMG

Foliões na Praça Firmina Santana no Carnaval de 1995. Fonte: Jornal de Paracatu / Acervo: APMOMG

1994

Mocidade presbiteriana reunida em momento de comunhão e louvor a Deus. Foto: Jornal Opinião Popular / Fev. 1994. Acervo: APMOMG
Mocidade presbiteriana reunida em momento de comunhão e louvor a Deus. Foto: Jornal Opinião Popular / Fev. 1994. Acervo: APMOMG
O radialista Geraldo Júnior animando os foliões no Bairro Paracatuzinho. Foto: Jornal Opinião Popular / Fev. 1994 / Acervo: APMOMG
O radialista Geraldo Júnior animando os foliões no Bairro Paracatuzinho. Foto: Jornal Opinião Popular / Fev. 1994 / Acervo: APMOMG

1993

No Jóquei Clube de Paracatu, foliões divertem-se no Carnaval de 1993. Fonte: O Movimento /Fev.  1993. Acervo: APMOMG

No Jóquei Clube de Paracatu, foliões divertem-se no Carnaval de 1993. Fonte: O Movimento /Fev. 1993. Acervo: APMOMG

Carnaval de rua em Paracatu em 1993. Fonte: Jornal O Movimento / Acervo: APMOMG

Carnaval de rua em Paracatu em 1993. Fonte: Jornal O Movimento /Fev. 1993 / Acervo: APMOMG

1989

Parte da coluna Diretas anuncia o Carnaval de rua em 1989. Fonte: Folha Noroeste Fev/1989 / Acervo: APMOMG

Parte da coluna Diretas anuncia o Carnaval de rua em 1989. Fonte: Folha Noroeste Fev/1989 / Acervo: APMOMG

1987

Carnaval no clube: Uma tradição do Jóquei e da sociedade paracatuense. Fonte: Folha Noroeste / Fev. 1987 / Acervo: APMOMG

Carnaval no clube: Uma tradição do Jóquei e da sociedade paracatuense. Fonte: Folha Noroeste / Fev. 1987 / Acervo: APMOMG

1981

Antigo Jóquei Clube Paracatuense no Largo da Matriz de Santo Antônio: Bailes, Carnavais e outros eventos realizavam-se no local. Foto: Loja Retratus / Mar. 1981. Acervo: APMOMG

Antigo Jóquei Clube Paracatuense no Largo da Matriz de Santo Antônio: Bailes, Carnavais e outros eventos realizavam-se no local. Foto: Loja Retratus / Mar. 1981. Acervo: APMOMG

(*) Carlos Lima é graduado em Arquivologia pela Universidade Federal da Bahia (UFBa), é Pós-Graduado em Oracle, Java e Gerência de Projetos, é consultor em organização de arquivos e memória empresarial e exerce o cargo de Coordenador do Arquivo Público Municipal de Paracatu.

Arquivo Público vai ao Dom Elizeu e alunos participam de palestra sobre memória

Por: Carlos Lima (*)

Arquivista Carlos Lima profere palestra sobre memória aos alunos do 3º ano do Colégio Dom Elizeu. Foto: Acervo do Arquivo Público de Paracatu

Paracatu (MG) – 29/10/2012 – No mês em que se comemoram os 214 anos de Paracatu, a comunidade procura com razoável rigor refletir sobre seu papel na dinâmica da construção de sua história. Prova disso é que, a convite do Colégio Dom Elizeu, o Arquivo Público Municipal foi, na tarde desta sexta-feira (26), à instituição levar mais conhecimento aos seus alunos sobre a memória oriunda dos documentos históricos.

Com um breve alongamento muscular para deixar os cerca de sessenta estudantes do terceiro ano mais a vontade, a palestra “Conhecendo a nossa memória” foi proferida pelo bacharel em Arquivologia Carlos Lima, que é coordenador do Arquivo Público Municipal.

Alunos do 3º ano do Dom Elizeu alongam os músculos para terem uma palestra mais produtiva. Foto: Acervo do Arquivo Público de Paracatu

No contexto do aniversário da cidade, uma temática rica sobre o período do Arraial de São Luiz e Santana das Minas do Paracatu, de modo a perpassar por sua elevação à categoria de Vila em 1798 e pela emancipação em março de 1842, até o registro de alguns fatos menos distantes, foi apresentada à criançada a partir de fontes do próprio acervo do Arquivo Público.

Matrícula de escravos constante do Inventário de Libânia Maria de Jesus, de 1873. Fonte: Acervo do Arquivo Público de Paracatu

Curiosos, os estudantes viajaram no tempo ao verem na projeção documentos como o Alvará de elevação à categoria de Vila de Paracatu do Príncipe, de 1798, expedido pela Rainha de Portugal Da. Maria I (A Louca), a relação de matrícula de escravos de 1873, da Sra. Libânia Maria de Jesus, o recibo de pagamento ao funcionário responsável por acender os lampiões da cidade, datado de 1900, entre outras raridades.

A palestra proferida no Colégio Dom Elizeu faz parte do programa “ O Arquivo vai à Escola”, que visa ao despertar da comunidade quanto à preservação e à valorização do patrimônio histórico, e pode ser agendada pelo telefone (38)3671-5236 ou pelo site www.paracatumemoria.wordpress.com  , através do link fale com a gente.

(*) Carlos Lima é graduado em Arquivologia pela Universidade Federal da Bahia (UFBa), é Pós-Graduado em Oracle, Java e Gerência de Projetos, é consultor em organização de arquivos e memória empresarial e exerce o cargo de Coordenador do Arquivo Público Municipal de Paracatu.

Arquivo Histórico e Museu Municipal de Itororó, no Sudoeste da Bahia, é sucesso de visitas

A média de 30,5 pessoas passando pelo Arquivo e Museu Zizina Brito diariamente impressiona até o prefeito municipal

Por: Jornal Dimensão (*)

Itororó, Bahia: Prefeito (de camisa cinza) e outras autoridades durante a inauguração do Arquivo Histórico e Museu. Fonte: Políticos do Sul da Bahia / Maio 2012

Itororó (BA) – 15/06/2012 – Com pouco mais de um mês de inaugurado, o Arquivo Histórico e Museu Municipal Zizina Brito, em Itororó, município baiano localizado a 560 Km da capital Salvador, já alcançou um número considerável de visitantes. Desde o dia 27 de abril, dia que foi inaugurado, até o dia 01 de junho, cerca 1.100 pessoas passaram pelo mais novo espaço cultural da cidade e assinaram no livro de visitas. O espaço fica localizado na Rua Rui Barbosa e é o primeiro a ser criado em mais de 50 anos de história de Itororó.

A média de 30,5 pessoas passando pelo Zizina Brito diariamente impressiona até o prefeito municipal, que acreditava que a criação de um museu na cidade seria algo inovador, mas não imaginava que a população aceitaria tão bem esse serviço público e passasse a valorizá-lo em tão pouco tempo.

“Esse tipo de obra, é como falo sempre, é tipo de obra que mexe com o interior da pessoa e na sua formação cultural em si. Fico satisfeito em ver que o povo está sabendo reconhecer o tamanho do nosso feito e tem aparecido para prestigiar o espaço, pois é olhando para o passado, que conseguimos fazer um bom futuro”, disse Adroaldo Almeida, prefeito de Itororó.

Ao visitar o Arquivo Histórico e Museu Municipal Zizina Brito os itororoenses embarcam numa viagem ao tempo, que os levam até o ano de 1.700 d.c, quando a cidade ainda era chamada de Corigui e era apenas um santuário onde os índios vinham para namorar, enterrar seus mortos e cultuar suas crenças. Passa pela briga, posses e colonização dos fundadores; conta como foi criada a vila Itapuí (segundo nome da cidade) e como foi a emancipação (quando Itapuí passou a ser Itororó) em 1958, chegando até os dias atuais.

Criação do museu

A criação desse Museu é a concretização de um sonho do secretário de Cultura Sérgio Ramos e do prefeito. Juntos, eles ficaram por muito tempo imaginando como seria fazer uma obra desse tipo, que mexe com o imaginário do ser humano e reconta com detalhes a história do seu povo e descobriram que podiam contar com a ajuda do historiador Eduardo Brito.

Eduardo conta que em sua casa tinha muita coisa que foi importante para a historia da cidade e que reconta muitos períodos marcantes da sociedade itororoense, porém as pessoas não tinham como ver e ouvir sobre as mesmas. A criação do museu, segundo Eduardo, “foi uma mão na roda”, pois tudo aquilo que ele estava juntando há décadas, agora pode ser apreciado pelo grande público.

“O que pode ser melhor para um historiador, apaixonado por sua terra, do que um espaço para ele contar e publicar suas pesquisas? O povo de Itororó deu um salto enorme no quesito cultura e eu tenho o maior prazer de ser o maior colaborador e doador de peças desse projeto”, disse Eduardo.

Além de Eduardo Brito, outros moradores antigos doarem peças, quadros e tudo que eles tinham guardado há anos que ajudam a recontar a história da cidade.

Publicado originalmente em 11/06/2012. Com alteração do título.

Jornal O Estado de São Paulo lança acervo digitalizado e Prefeito de São Paulo faz consulta online sobre sua reeleição durante cerimônia

Por: Felipe Frazão, de O Estado de S.Paulo

Tecnologia a serviço da memória: Prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), pesquisa matéria sobre sua reeleição em 2008. Foto: Paulo Liebert/AE

São Paulo (SP) – 24/05/2012 – O prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (PSD) foi o primeiro político a chegar à festa de lançamento do acervo digital do Estadão. Kassab louvou a publicação do arquivo do Estado na internet. “É uma iniciativa louvável. Todos nós que aprendemos a acordar com o Estadão na porta, é um jornal que leio praticamente desde que aprendi a ler e quase todos os paulistanos principalmente porque é feito em São Paulo, para nós é muito gratificante saber que agora, a qualquer momento, de uma maneira muito fácil através do portal, poderemos fazer qualquer consulta em relação a qualquer período e qualquer assunto.”

Em sua primeira experiência com a interface de pesquisa do acervo, Kassab quis procurar a reportagem de capa que noticiava a sua reeleição em 2008. A notícia foi manchete da edição de 27 de outubro de O Estado de S. Paulo. O prefeito demorou alguns minutos para achar a capa, porque não se lembrava da data exata. “Vocês acham que eu lembro o dia?”, disse rindo.

Questionado se a Prefeitura também planejava colocar mais arquivos online e abertos – além dos gastos e projetos disponíveis no Portal da Transparência -, Kassab disse que a Prefeitura foi pioneira na divulgação de dados – agora obrigatória de acordo com a Lei de Acesso a Informação. “Quem está na vida pública tem de ter a consciência de que é fundamental colocar a ação do administrador à disposição”, disse Kassab.

Acervo Fotográfico de O Estado de São Paulo. Foto: Filipe Araújo/AE

Alckmin disse que o projeto do acerto digital do Estado é extraordinário. “A digitalização do acerto doEstadão é importante para a história do Estado de São Paulo e do País. São 137 anos de uma linha editorial em defesa da liberdade e da democracia. É um registro histórico de grande valor para a universidade, para a comunicação e a democracia. Vai facilitar muito a vida de todo mundo que queira ter acesso a essa história.”

Alckmin destacou a importância da cobertura jornalística de episódios internacionais do Estado.

(*) Publicado originalmente em 23/05/2012. Houve alteração do título.

Guaramirim, em Santa Catarina, implanta Arquivo Histórico

A previsão é de que em aproximadamente três meses todos já poderão ter acesso às informações

Por: Jornal O Regional SC (*)

Arquivo Histórico de Guaramirim em Santa Catarina. Foto: Jornal O Regional SC

Guaramirim (SC)– Documentos, fotos, objetos podem ser doados para que a cultura local seja mantida Arquivo Histórico de Guaramirim, cidade localizada a 181 Km da capital Florianópolis, em Santa Catarina. Localizado junto à Biblioteca Pública, o Arquivo está recebendo cuidados especiais. Após a aquisição do acervo particular do Sr. Daniel Graudin, que agora está no Arquivo Histórico, os moradores do município terão mais um pilar para conhecer melhor a sua história.  No momento, o arquivo passa por um processamento técnico, com catalogação de documentos, organização, higienização e restauro. Enquanto isso, a equipe aguarda a aprovação do nome pela Câmara de Vereadores, para enviar a inscrição como entidade custodiadora de acervo arquivístico ao Conarq (Conselho Nacional de Arquivos).

O Arquivo Histórico já reúne uma série de documentos, livros, fotografias, reproduções, jornais, cartas e mapas, que carregam importantes detalhes da história de Guaramirim. As informações ficarão disponíveis a todos, para incentivar a pesquisa. A previsão é de que em aproximadamente três meses todos já poderão ter acesso às informações.

“Com o correto armazenamento dos documentos congelamos a história do município, não ficando refém da memória dos outros. Pessoas que tenham objetos, documentos, fotos ou referencias a história do município podem nos procurar para doar”, destaca o historiador responsável pelo arquivo, Felipe Côrte Real.

Para realizar pesquisas no arquivo, será efetuado um cadastro com os usuários que, com hora marcada, irão receber o auxílio do historiador para pesquisa.

(*) Publicado originalmente em 10/05/2012.  Com alteração do título.

Jornal Estado de Minas denuncia caos do Museu Histórico de Paracatu

Confira a matéria na íntegra:

Casarão centenário será restaurado em Paracatu

A casa que abriga rico acervo da antiga Villa Paracatu do Príncipe e raros objetos do século 18 é ameaçada pela chuva. Restauração depende de recursos federais

Por: Paulo Henrique Lobato(*)/Jornal Estado de Minas

Museu Histórico de Paracatu: Goteiras danificaram o piso de madeira e provocaram a queda de reboco das paredes. Foto: Paulo Henrique Lobato/Jornal Estado de Minas

Paracatu – 19/03/2012 – Quase um ano e meio depois de o núcleo colonial de Paracatu ter sido tombado como patrimônio nacional pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), moradores e visitantes que chegam ao museu da cidade, a 580 quilômetros de Belo Horizonte, lamentam o estado do interior do imóvel, um dos principais cartões-postais do Noroeste de Minas. Algumas paredes já perderam o reboco, o piso de madeira foi danificado e até goteiras, durante as chuvas, molham o interior da centenária construção, erguida em 1903 para sediar o mercado municipal.

A situação do museu é um contraste tanto ao título recebido do Iphan quanto ao rico acervo exibido no local. Um dos principais objetos é o exemplar do Livro de Compromisso da Irmandade de Nossa Senhora do Amparo, datado de 1765 e cuja capa, em veludo, tem como destaque uma fechadura de metal. Mas várias outras peças despertam encantos nos visitantes, como imagens sacras esculpidas em madeira no século passado, por artesãos da região. O imóvel ainda abriga fotografias e documentos antigos e moedas do período imperial, cunhadas em 1868, 1871, 1885 e 1887.

Visitação: Socióloga Maria Emília e estudante Gustavo Resende se encantam com as raridades. Foto: Paulo Henrique Lobato/Jornal Estado de Minas

A socióloga Maria Emília Meireles, de 24 anos, de Brasília, é uma dos turistas que fazem questão de passear no museu quando visita familiares em Paracatu. Com paciência de quem tem tempo de sobra para olhar e ler sobre os objetos raros, ela percorre todos os cômodos do prédio. E diz que sempre se encanta com o rico acervo. A jovem não dispensa elogios à conservação e importância das peças. Mas lamenta a situação precária da estrutura interior do imóvel: “Todo museu ajuda a preservar a história. A arquitetura deste imóvel me chamou muita atenção. É bonita, mas o piso e as paredes…”.

JAZIDAS 

Maria Emília foi ao antigo mercado em companhia do primo, Gustavo Resende, de 13, morador de Paracatu. A pouca idade não o impediu de reivindicar reparo na edificação: “É um acervo bonito, que não para de crescer. Há novidades em relação à última vez que estive aqui, há poucos anos. Mas o prédio precisa ser reparado.” Ele ressalta que o museu é um dos principais endereços do Centro antigo da cidade, que, no período colonial, foi elevada à Villa Paracatu do Príncipe.

O arraial que deu início ao município começou a ser povoado entre 1690 e 1710. Paracatu foi o lugarejo em que a coroa portuguesa encontrou as últimas jazidas do ciclo do ouro. Por isso, também na época do Brasil colônia, Paracatu do Príncipe também era conhecida como a Princesa do Sertão. O ouro ajudou no desenvolvimento do município, que atualmente abriga duas grandes empresas: a canadense Kinross, que explora uma mina do metal precioso lá, e a Votorantim, que extrai zinco. O agronegócio é outro setor que gera riqueza na região.

Museu Histórico Municipal Pedro Salazar Moscoso da Veiga, em Paracatu, no Noroeste de Minas Gerais. Foto: Paulo Henrique Lobato/Jornal Estado de Minas

REFORMA

Mas o turismo também é forte no município, hoje com cerca de 85 mil habitantes. A Prefeitura de Paracatu reconhece que o museu precisa ser reformado. O Departamento de Comunicação da administração informou que o município contratou um projeto arquitetônico para o local e que a obra de restauração está orçada em cerca de R$ 400 mil. O dinheiro será liberado por meio da emenda parlamentar. Porém, ainda não há data definida para o início e a conclusão da obra.

Chafariz da Traianna: Um dos cartões postais da cidade. Foto: Paulo Henrique Lobato/Jornal Estado de Minas

CHAFARIZ E IGREJA 

O núcleo antigo de Paracatu abriga vários pontos turísticos. Um deles, o chafariz da Traianna (foto), fica bem em frente ao museu municipal. O local é um tributo barroco assinado pelo artista plástico Fábio Ferrer. No alto do chafariz, a imagem de uma mulata escrava dá maior charme ao endereço. Diz a lenda que tal mulher despertava desejos nos fidalgos enquanto percorria os becos do lugarejo. A boa conservação do chafariz, porém, contrasta com o interior do casarão que abriga o museu. Outros atrativos do núcleo histórico, como a Igreja Matriz de Santo Antônio, em estilo barroco-jesuítico, também estão bem conservados. O templo fica a cerca de 200 metros do chafariz e do museu. Em frente, uma praça bem arborizada e alguns bancos são um convite ao descanso.

(*) Enviado especial a Paracatu-MG