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Memória produzida e reunida pelo escritor paracatuense Oliveira Mello é o destaque da quinta e última reportagem da série Traços de Paracatu, na TV Minas Brasil

Por: TV Minas Brasil (*)

Paracatu-MG (06/01/2017) – A quinta reportagem da série especial Traços de Paracatu traz as informações sobre o Acervo Iconográfico, Documental e Bibliográfico de Paracatu, com destaque para itens de ampla consulta por parte da população, como fotografias, periódicos, livros e vídeos sobre o município.

Na gravação da matéria, produzida com grande labor pelos repórteres João Paulo Marques e Ailton Albernaz, da TV Minas Brasil, afiliada Rede Minas, destaca-se o conjunto da produção literária e documental do escritor paracatuense Antônio de Oliveira Mello, de 80 anos, cujo acervo fora adquirido pela municipalidade em outubro de 2015 e que passou desde sua inauguração, em novembro daquele ano, a estar completamente acessível à comunidade interessada.

Visitas e consultas ao Arquivo Público Municipal, podem ser feitas na Rua Temístocles Rocha, nº 249, Núcleo Histórico de Paracatu (Próximo à antiga Delegacia Civil).

(*) Fonte: TV Minas Brasil (Canal 20 VHF) –   http://www.mbnews.tv.br/

Programa CQC sobre Paracatu vai ao ar na Band e população fica apreensiva quanto aos impactos da mineração

Estas e outras manchetes no seu Jornal O Movimento Edição de Março de 2015, o seu jornal necessário
O_Movmento_Capa_Mar_2015

 

Assista ao vídeo do CQC:

Fonte: Jornal O Movimento / Mar. 2015 / Vídeo: Youtube

MORRO DO OURO E SEU LAMENTO

Um poema de Elizabeth Gonçalves (*) / Publicação exclusiva para o site do Arquivo Público de Paracatu-MG

Planta da Mina Morro do Ouro em 1987. Foto extraída do Fundo Poder Judiciário / Acervo do Arquivo Público de Paracatu / Maio 1987

Planta da Mina Morro do Ouro em 1987. Foto extraída do Fundo Poder Judiciário / Acervo do Arquivo Público de Paracatu / Maio 1987

Morro do Ouro

Bilionário,

Monte do precioso metal

Que de tão rico… Veio a sua pior pobreza…

A cobiça sobre sua sorte!

Pobre morro do ouro!

 

Cada grão de terra jorrada

Cada pedra rolada

Soluça, lamenta…

Um lamento lento…

Definha dia após dia

Arrasta-se, geme e chora.

Pede socorro!

A espera de alguém pra te agasalhar!

A espera de alguém pra te defender!

 

 Seu belo cenário…

Verde era seu vestuário…

Arquimilionário,

Arrasta-se em tons de cinza…

Paisagem esfolada!

 E Historia invadida!

Tristeza no olhar

E lágrimas nas gargantas…

Confinados…

 Todos assistem sua agonia

Inertes, passivos…

Testemunham seu lamento.

 

Pobre morro do Ouro!

Geme dia a dia!

Era abrigo bem aventurado!

Hoje ninguém pra abrigar

Que de tão rico…

 Veio a sua pior pobreza…

A cobiça sobre sua sorte!

Pobre morro do ouro!

Pressentindo a sua morte

Desamparado…

Lamenta e chora!

 

Elizabeth_Gonçalves

(*) Elizabeth Gonçalves Santos F. Barbosa é bacharelada em Administração e é funcionária pública municipal do Serviço de Alistamento Militar. É membro honorífico do Conselho Municipal de Patrimônio Histórico e Artístico de Paracatu (COMPHAP). Foi coordenadora do programa de Educação Patrimonial do Município de Paracatu-MG.

Atenção! Caso queira publicar este poema, cite a autora.