Único cinema do Noroeste de Minas Gerais pode fechar as portas

Estas e outras manchetes no seu Jornal O Movimento Edição Junho-Julho de 2014, o seu jornal necessário

Por: Carlos Lima (*)

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Trabalho de preservação documental do Arquivo Público de Paracatu é destaque na TV

Por: TV Rio Preto

Nossos agradecimentos à TV Rio Preto, afiliada Rede Minas, pela matéria exclusiva sobre o processo de restauração e preservação de documentos desenvolvido pelo Arquivo Público Municipal de Paracatu – MG

Oficina de Criação e Implantação de Arquivos Públicos é realizada em Paracatu

Evento aconteceu como parte do programa Minas Território da Cultura para a região Noroeste do Estado

Por: TV Rio Preto

Nossos agradecimentos à TV Rio Preto, afiliada Rede Minas, pela cobertura do evento e pela divulgação do Arquivo Público Municipal de Paracatu – MG

Paracatu sedia Minicurso Criação e Implementação de Arquivos Públicos Municipais

Por: Carlos Lima

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Janelas… Simplesmente

Um poema de Elizabeth Gonçalves (*) / Publicação exclusiva para o site do Arquivo Público de Paracatu-MG

Clube Recreativo Jockei Clube -Paracatu 08-1938. Foto de Otto Dornfield / Acervo do Arquivo Público de Paracatu-MG / Foto cedida pelo Arquivo Público de Uberaba-MG

Clube Recreativo Jockei Clube -Paracatu 08-1938. Foto de Otto Dornfield / Acervo do Arquivo Público de Paracatu-MG / Foto cedida pelo Arquivo Público de Uberaba-MG

                                                                                       

                                                                            

As Janelas

Têm emoção…

Têm alma…

Simpatia e coração…

Sim, nossas janelas

Têm vida, sentimentos…

Ouvem lamentações…

Atraem canções…

Suspiram com a chuva

Respiram com brisa

Anseiam por um aconchego.

Amam sua condição…

Eternizadas cada uma com suas particularidades

Multicoloridas ou monocromáticas,

Adornos simples ou imponentes

Janelas… Janelas… umas vibrantes…

Aceleram a imaginação…

Outras serenas acalmam a aflição.

Umas aclamam vanglória, outras singelezas

Mais belas… rebuscadas ou bucólicas

Simplesmente as mais belas!

Vista da Igreja Matriz de Santo Antônio em Paracatu-MG. Foto de José Roberto Lucas Foto

Vista da Igreja Matriz de Santo Antônio em Paracatu-MG. Foto de José Roberto Lucas Foto

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*) Elizabeth Gonçalves Santos F. Barbosa é bacharelada em Administração e é funcionária pública municipal do Serviço de Alistamento Militar. É membro honorífico do Conselho Municipal de Patrimônio Histórico e Paisagístico de Paracatu (COMPHAP). Foi coordenadora do programa de Educação Patrimonial do Município de Paracatu-MG.

Atenção! Caso queira publicar este poema, cite a autora. Caso utilize as fotos, cite o fotógrafo e o acervo.

Entre o céu e a terra, Igreja histórica da zona rural de Paracatu corre o risco de desabar

Estas e outras manchetes no seu Jornal O Movimento Edição Fevereiro de 2014, o seu jornal necessário

Por: Carlos Lima (*)

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Fonte: Jornal O Movimento – Fev. 2014 –  Paracatu -MG

Outro olhar sobre nossas janelas

Por: Terezinha de J. Santana Guimarães (*)

A mulata na janela do Casarão na esquina da Rua Rio Grande do Sul com a Rua Goiás em Paracatu é ponto de visitação dos turistas. Foto/Reprodução: Google Ago. 2011

A mulata na janela do Casarão na esquina da Rua Rio Grande do Sul com a Rua Goiás em Paracatu é ponto de visitação dos turistas. Foto/Reprodução: Google Ago. 2011

Paracatu-MG (04/02/2014) – Ao passear pelas ruas e becos tortuosos de nossa cidade, que serpenteiam pelos caminhos do ouro, nos deparamos com lindas fachadas e nelas inseridas, suas peculiares janelas, que surgiram como derivação das portas.

As janelas de guilhotina, como as da Casa de Cultura, foram uma moda que os portugueses tomaram como empréstimo dos ingleses e holandeses e, consequentemente, os brasileiros desses.

No século XIX, período romântico, surgiram os vãos com a caixilharia de forma curvilínea, em especial nas suas bandeiras. Vislumbramos muitas delas na Rua do Ávila, Pinheiro Chagas, Temístocles Rocha, Sérgio Ulhoa. Nas casas, as janelas, semelhantes às molduras de retratos, são ricas em detalhes, como formas de expressão estética e de status social.

Passando pela Rua Rio Grande do Sul, cruzando com a Rua Goiás, vislumbramos uma escultura: uma namoradeira na janela.

Muitas pessoas a observam e nem imaginam que ela guarda o registro de um tempo em que as mulheres estavam sujeitas quase exclusivamente desse ambiente para ter contato com a rua. Esse espaço da residência já foi importante para a socialização feminina e que muito contribuiu para sua libertação.

As varandas se tornaram o único ambiente que as mulheres tinham com o mundo exterior, já que as saídas femininas se limitavam a idas até a igreja, na maioria das vezes. As mulheres brancas, pois as afro-descendentes tinham sido “coisificadas”. As sinhás se inteiravam dos acontecimentos através das frestas das varandas, muitas delas cobertas de muxarabiê (tipo de treliça de madeira colocada nas janelas), que também serviam para ocultá-las no seu mundo doméstico, longe dos olhares de quem passasse.

Com a vinda da Família Real para o Brasil, Dom João ordenou a retirada dos muxarabiês, pois eram de origem moura e relembrava o domínio da Península Ibérica do domínio árabe. Isso contribuiu para a comercialização dos vidros pelos ingleses e as varandas passaram a ser além de posto de vigília, posto de exposição, quando a mulher passava a poder ser vista, mudando a vida em sociedade. Ainda que fosse para ver as procissões, festejos públicos e cortejos.

Residências da Família Rocha à esquerda, Sobrado de Alexandre Padilha e Casa do médico Dr Francisco Lisboa (Dr. Chiquito). Foto do Acervo da Academia de Letras do Noroeste / Data provável da foto: Século XX

Residências da Família Rocha à esquerda, Sobrado de Alexandre Padilha e Casa do médico Dr Francisco Lisboa (Dr. Chiquito). Foto do Acervo da Academia de Letras do Noroeste / Data provável da foto: Século XX

As janelas além de terem a função de levar o frescor para o interior das edificações também cumprem outras funções: é o espaço de transição entre a casa e a rua, de convívio e lazer da família e desta com quem passa na rua e de contemplação da paisagem.

Terezinha_de_Jesus__Santana_Guimarães(*) Terezinha de J. Santana Guimarães é Professora de História, Historiadora da Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura de Paracatu, e membro do Grupo Técnico do Conselho Municipal de Patrimônio Histórico, Artístico e Paisagístico de Paracatu (COMPHAP).

Paracatu fecha 2013 com 60 homicídios e violência deixa população apreensiva

Estas e outras manchetes no seu Jornal O Movimento Edição Janeiro de 2014, o seu jornal necessário

Por: Carlos Lima (*)

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Fonte: Jornal O Movimento – Jan. 2014 –  Paracatu -MG

Jovem colecionador reúne raridades em Paracatu

Por: Carlos Lima (*)

O colecionador Júnio Oliveira Alves, no Arquivo Público, manuseia sua pasta com documentos históricos. Foto: Carlos Lima / Acervo o Arquivo Público de Paracatu / Jan. 2014

O colecionador Júnio Oliveira Alves, no Arquivo Público, manuseia sua pasta com documentos históricos. Foto: Carlos Lima / Acervo do Arquivo Público de Paracatu / Jan. 2014

Paracatu-MG (23/01/2014) – As pepitas que o paracatuense de 27 anos e técnico de laboratório de mineração, Junio Oliveira Alves, garimpa em sua casa no Bairro Bela Vista, são bem diferentes daquelas que outrora já enriqueceram filhos e forasteiros em Paracatu. O seu garimpo, não menos importante do que outros, faz-se com documentos raros, pastas de arquivo, um tanto de história e, principalmente, com grande entusiasmo que quase nunca se vê em meio aos jovens de mesma idade.

O Jovem colecionador, Júnio Alves, faz a doação de Periódico ao Arquivo Público de Paracatu. Foto: Carlos Lima / Jan. 2014

O Jovem colecionador, Júnio Alves, faz a doação de Periódico ao Arquivo Público de Paracatu. Foto: Carlos Lima / Jan. 2014

Foi na tarde da quarta-feira passada (15), que o jovem colecionador de documentos históricos compareceu ao Arquivo Público Municipal para compartilhar, à moda antiga, isto é, presencialmente, o conhecimento que se encontrava transportado em uma mochila repleta de manuscritos, moedas antigas, mapas, referentes aos séculos XVIII, XIX e XX, tudo adquirido por ele no contato que mantém com outros colecionadores.

Bastante interessado na conservação do seu acervo e já planejando para o futuro, investir na implantação de um local específico em sua casa para abrigar e estudar sua coleção, Junio Alves aproveitou a visita ao Arquivo Público para conhecer um pouco sobre técnicas de arquivamento, descrição e preservação, além de doar alguns itens documentais para o conjunto arquivístico da instituição.

O dedicado jovem “garimpeiro da memória” afirmou ainda a este colunista que prefere investir suas economias na aquisição de artefatos que revelem o passado da humanidade, já que isto representa para ele uma atividade prazerosa e ao mesmo tempo um caminho para melhor compreender a história.

Parte de um períodico (provavelmente da Revista O Cruzeiro, de 1964) sobre o teste de resistência do veículo Simca no circuito Paracatu-Brasília, doado por Junio Oliveira Alves ao Acervo do APMOMG / Foto Reprodução: Carlos Lima / Jan. 2014

Parte de um períodico (provavelmente da Revista O Cruzeiro, de 1964) sobre o teste de resistência do veículo Simca no circuito Paracatu-Brasília, doado por Junio Oliveira Alves ao Acervo do APMOMG / Foto Reprodução: Carlos Lima / Jan. 2014

 

(*) Carlos Lima é graduado em Arquivologia pela Universidade Federal da Bahia (UFBa), é Pós-Graduado em Oracle, Java e Gerência de Projetos, é consultor em organização de arquivos e memória empresarial e exerce a função de Arquivista do Arquivo Público Municipal de Paracatu.

Atenção! Caso queira publicar esta matéria, cite o autor. Casa utilize as imagens, cite o fotógrafo e o acervo a que pertencem.

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