Janelas… Simplesmente

Um poema de Elizabeth Gonçalves (*) / Publicação exclusiva para o site do Arquivo Público de Paracatu-MG

Clube Recreativo Jockei Clube -Paracatu 08-1938. Foto de Otto Dornfield / Acervo do Arquivo Público de Paracatu-MG / Foto cedida pelo Arquivo Público de Uberaba-MG

Clube Recreativo Jockei Clube -Paracatu 08-1938. Foto de Otto Dornfield / Acervo do Arquivo Público de Paracatu-MG / Foto cedida pelo Arquivo Público de Uberaba-MG

                                                                                       

                                                                            

As Janelas

Têm emoção…

Têm alma…

Simpatia e coração…

Sim, nossas janelas

Têm vida, sentimentos…

Ouvem lamentações…

Atraem canções…

Suspiram com a chuva

Respiram com brisa

Anseiam por um aconchego.

Amam sua condição…

Eternizadas cada uma com suas particularidades

Multicoloridas ou monocromáticas,

Adornos simples ou imponentes

Janelas… Janelas… umas vibrantes…

Aceleram a imaginação…

Outras serenas acalmam a aflição.

Umas aclamam vanglória, outras singelezas

Mais belas… rebuscadas ou bucólicas

Simplesmente as mais belas!

Vista da Igreja Matriz de Santo Antônio em Paracatu-MG. Foto de José Roberto Lucas Foto

Vista da Igreja Matriz de Santo Antônio em Paracatu-MG. Foto de José Roberto Lucas Foto

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*) Elizabeth Gonçalves Santos F. Barbosa é bacharelada em Administração e é funcionária pública municipal do Serviço de Alistamento Militar. É membro honorífico do Conselho Municipal de Patrimônio Histórico e Paisagístico de Paracatu (COMPHAP). Foi coordenadora do programa de Educação Patrimonial do Município de Paracatu-MG.

Atenção! Caso queira publicar este poema, cite a autora. Caso utilize as fotos, cite o fotógrafo e o acervo.

Entre o céu e a terra, Igreja histórica da zona rural de Paracatu corre o risco de desabar

Estas e outras manchetes no seu Jornal O Movimento Edição Fevereiro de 2014, o seu jornal necessário

Por: Carlos Lima (*)

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Fonte: Jornal O Movimento – Fev. 2014 –  Paracatu -MG

Outro olhar sobre nossas janelas

Por: Terezinha de J. Santana Guimarães (*)

A mulata na janela do Casarão na esquina da Rua Rio Grande do Sul com a Rua Goiás em Paracatu é ponto de visitação dos turistas. Foto/Reprodução: Google Ago. 2011

A mulata na janela do Casarão na esquina da Rua Rio Grande do Sul com a Rua Goiás em Paracatu é ponto de visitação dos turistas. Foto/Reprodução: Google Ago. 2011

Paracatu-MG (04/02/2014) – Ao passear pelas ruas e becos tortuosos de nossa cidade, que serpenteiam pelos caminhos do ouro, nos deparamos com lindas fachadas e nelas inseridas, suas peculiares janelas, que surgiram como derivação das portas.

As janelas de guilhotina, como as da Casa de Cultura, foram uma moda que os portugueses tomaram como empréstimo dos ingleses e holandeses e, consequentemente, os brasileiros desses.

No século XIX, período romântico, surgiram os vãos com a caixilharia de forma curvilínea, em especial nas suas bandeiras. Vislumbramos muitas delas na Rua do Ávila, Pinheiro Chagas, Temístocles Rocha, Sérgio Ulhoa. Nas casas, as janelas, semelhantes às molduras de retratos, são ricas em detalhes, como formas de expressão estética e de status social.

Passando pela Rua Rio Grande do Sul, cruzando com a Rua Goiás, vislumbramos uma escultura: uma namoradeira na janela.

Muitas pessoas a observam e nem imaginam que ela guarda o registro de um tempo em que as mulheres estavam sujeitas quase exclusivamente desse ambiente para ter contato com a rua. Esse espaço da residência já foi importante para a socialização feminina e que muito contribuiu para sua libertação.

As varandas se tornaram o único ambiente que as mulheres tinham com o mundo exterior, já que as saídas femininas se limitavam a idas até a igreja, na maioria das vezes. As mulheres brancas, pois as afro-descendentes tinham sido “coisificadas”. As sinhás se inteiravam dos acontecimentos através das frestas das varandas, muitas delas cobertas de muxarabiê (tipo de treliça de madeira colocada nas janelas), que também serviam para ocultá-las no seu mundo doméstico, longe dos olhares de quem passasse.

Com a vinda da Família Real para o Brasil, Dom João ordenou a retirada dos muxarabiês, pois eram de origem moura e relembrava o domínio da Península Ibérica do domínio árabe. Isso contribuiu para a comercialização dos vidros pelos ingleses e as varandas passaram a ser além de posto de vigília, posto de exposição, quando a mulher passava a poder ser vista, mudando a vida em sociedade. Ainda que fosse para ver as procissões, festejos públicos e cortejos.

Residências da Família Rocha à esquerda, Sobrado de Alexandre Padilha e Casa do médico Dr Francisco Lisboa (Dr. Chiquito). Foto do Acervo da Academia de Letras do Noroeste / Data provável da foto: Século XX

Residências da Família Rocha à esquerda, Sobrado de Alexandre Padilha e Casa do médico Dr Francisco Lisboa (Dr. Chiquito). Foto do Acervo da Academia de Letras do Noroeste / Data provável da foto: Século XX

As janelas além de terem a função de levar o frescor para o interior das edificações também cumprem outras funções: é o espaço de transição entre a casa e a rua, de convívio e lazer da família e desta com quem passa na rua e de contemplação da paisagem.

Terezinha_de_Jesus__Santana_Guimarães(*) Terezinha de J. Santana Guimarães é Professora de História, Historiadora da Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura de Paracatu, e membro do Grupo Técnico do Conselho Municipal de Patrimônio Histórico, Artístico e Paisagístico de Paracatu (COMPHAP).

Paracatu fecha 2013 com 60 homicídios e violência deixa população apreensiva

Estas e outras manchetes no seu Jornal O Movimento Edição Janeiro de 2014, o seu jornal necessário

Por: Carlos Lima (*)

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Fonte: Jornal O Movimento – Jan. 2014 –  Paracatu -MG

Jovem colecionador reúne raridades em Paracatu

Por: Carlos Lima (*)

O colecionador Júnio Oliveira Alves, no Arquivo Público, manuseia sua pasta com documentos históricos. Foto: Carlos Lima / Acervo o Arquivo Público de Paracatu / Jan. 2014

O colecionador Júnio Oliveira Alves, no Arquivo Público, manuseia sua pasta com documentos históricos. Foto: Carlos Lima / Acervo do Arquivo Público de Paracatu / Jan. 2014

Paracatu-MG (23/01/2014) – As pepitas que o paracatuense de 27 anos e técnico de laboratório de mineração, Junio Oliveira Alves, garimpa em sua casa no Bairro Bela Vista, são bem diferentes daquelas que outrora já enriqueceram filhos e forasteiros em Paracatu. O seu garimpo, não menos importante do que outros, faz-se com documentos raros, pastas de arquivo, um tanto de história e, principalmente, com grande entusiasmo que quase nunca se vê em meio aos jovens de mesma idade.

O Jovem colecionador, Júnio Alves, faz a doação de Periódico ao Arquivo Público de Paracatu. Foto: Carlos Lima / Jan. 2014

O Jovem colecionador, Júnio Alves, faz a doação de Periódico ao Arquivo Público de Paracatu. Foto: Carlos Lima / Jan. 2014

Foi na tarde da quarta-feira passada (15), que o jovem colecionador de documentos históricos compareceu ao Arquivo Público Municipal para compartilhar, à moda antiga, isto é, presencialmente, o conhecimento que se encontrava transportado em uma mochila repleta de manuscritos, moedas antigas, mapas, referentes aos séculos XVIII, XIX e XX, tudo adquirido por ele no contato que mantém com outros colecionadores.

Bastante interessado na conservação do seu acervo e já planejando para o futuro, investir na implantação de um local específico em sua casa para abrigar e estudar sua coleção, Junio Alves aproveitou a visita ao Arquivo Público para conhecer um pouco sobre técnicas de arquivamento, descrição e preservação, além de doar alguns itens documentais para o conjunto arquivístico da instituição.

O dedicado jovem “garimpeiro da memória” afirmou ainda a este colunista que prefere investir suas economias na aquisição de artefatos que revelem o passado da humanidade, já que isto representa para ele uma atividade prazerosa e ao mesmo tempo um caminho para melhor compreender a história.

Parte de um períodico (provavelmente da Revista O Cruzeiro, de 1964) sobre o teste de resistência do veículo Simca no circuito Paracatu-Brasília, doado por Junio Oliveira Alves ao Acervo do APMOMG / Foto Reprodução: Carlos Lima / Jan. 2014

Parte de um períodico (provavelmente da Revista O Cruzeiro, de 1964) sobre o teste de resistência do veículo Simca no circuito Paracatu-Brasília, doado por Junio Oliveira Alves ao Acervo do APMOMG / Foto Reprodução: Carlos Lima / Jan. 2014

 

(*) Carlos Lima é graduado em Arquivologia pela Universidade Federal da Bahia (UFBa), é Pós-Graduado em Oracle, Java e Gerência de Projetos, é consultor em organização de arquivos e memória empresarial e exerce a função de Arquivista do Arquivo Público Municipal de Paracatu.

Atenção! Caso queira publicar esta matéria, cite o autor. Casa utilize as imagens, cite o fotógrafo e o acervo a que pertencem.

Feira Livre de Paracatu: Passado e presente

Por: Carlos Lima (*)

Foto: Jornal O Movimento, Set. 1995, Acervo do Arquivo Público de Paracatu

Foto: Jornal O Movimento, Set. 1995, Acervo do Arquivo Público de Paracatu

Paracatu-MG (17/01/2014) – As feiras livres existentes pelo Brasil afora são uma tradição e revelam a cultura e o potencial produtivo de cada região. Em Paracatu, no Noroeste mineiro, esse tipo de comércio já teve altos e baixos, como ocorre em tempos atuais, em que o improviso e a falta de apoio estão cada vez mais presentes.

Realizada aos sábados na Rua Romualdo Ulhôa Tomba (fundos da Prefeitura) e aos domingos nas imediações do Largo do Santana, a feirinha, como é mais conhecida na cidade, já esteve ao longo de sua história melhor amparada pela municipalidade e em condições mais salutares para atender a sua freguesia.

Lei Nº 53, de 29 de Novembro de 1899, sancionada pelo então Agente Executivo e Presidente da Câmara Municipal Fernando Gonçalves D'Ulhôa, autoriza a construção do Mercado Municipal de Paracatu. Foto/Reprodução: Acervo do Arquivo Público Municipal

Lei Nº 53, de 29 de Novembro de 1899, sancionada pelo então Agente Executivo e Presidente da Câmara Municipal Fernando Gonçalves D’Ulhôa, autoriza a construção do Mercado Municipal de Paracatu. Foto/Reprodução: Acervo do Arquivo Público Municipal

Alguns documentos e periódicos do século passado, disponíveis para pesquisa no Arquivo Público Municipal, revelam um pouco sobre a existência da feira livre em Paracatu desde 1903, quando o Agente Executivo e Presidente da Câmara Municipal (na época não existia Prefeito), Christino Pimentel de Ulhôa, tendo como base a Lei nº 53, de 23 de novembro de 1899, sancionada pela gestão anterior, conclui as obras do Mercado Municipal e o entrega aos feirantes e à população.

O MERCADO MUNICIPAL

A implantação do Mercado Municipal foi sem dúvida alguma uma atitude louvável (ver placa de inauguração do Mercado disponível no Museu Histórico de Paracatu), porém não ganhara a simpatia dos feirantes, nem tampouco dos fregueses, haja vista as constantes reclamações sobre as taxas impostas pela municipalidade e o ínfimo movimento de pessoas no local, o que provavelmente por volta de 1934, culminara com o encerramento das atividades da feira no local e com a pulverização daqueles trabalhadores pelas ruas da cidade.

Mercado Municipal de Paracatu, na Rua Direita, em 1910. Foto: Olímpio M. Gonzaga/Acervo Arquivo Público de Paractu

Mercado Municipal de Paracatu, na Rua Direita, em 1910. Foto: Olímpio M. Gonzaga/Acervo Arquivo Público de Paractu

Placa Construção do Mercado Municipal de Paracatu construído e emtregue à população em 1903 no Go erno de Christino Pimentel de Ulhoa Foto Divina Lopes Acervo Museu Histórico de Paracatu

Placa Construção do Mercado Municipal de Paracatu construído e emtregue à população em 1903 no Go erno de Christino Pimentel de Ulhoa Foto Divina Lopes Acervo Museu Histórico de Paracatu

Outros órgãos públicos municipais ocuparam o prédio do extinto Mercado, inclusive e mais recentemente, o Museu Histórico Pedro Salazar Moscoso da Veiga, que desde 2002 permanece no local com vasto acervo sobre a memória de Paracatu.

A CEASA

A CEASA (Central de Abastecimento) de Paracatu: Um investimento bem intencionado, mas que não deu frutos. Foto: Jornal Folha Noroeste, Nov. 1987, Acervo Arquivo Público de Paracatu

A CEASA (Central de Abastecimento) de Paracatu: Um investimento bem intencionado, mas que não deu frutos. Foto: Jornal Folha Noroeste, Nov. 1987, Acervo Arquivo Público de Paracatu

No que tange ao interesse do Poder Público em garantir o mínimo de infraestrutura a esses pequenos comerciantes, destaca-se a construção e inauguração, em 19 de outubro de 1987, do Galpão da CEASA (atual Delegacia Civil de Paracatu) pelo Prefeito Diogo Soares Rodrigues, o Diogão, que tinha como proposta principal “[...] oferecer aos consumidores produtos de boa qualidade, com menor custo, além de fortalecer a classe dos produtores de hortigranjeiros[...]” (FOLHA NOROESTE, 1987). Apesar da visão empreendedora do então Chefe do Executivo, aquele Mercado também não prosperou e os feirantes em busca de sua clientela, retornaram à Praça do Rozário, para posteriormente, na década de 90, estabelecerem-se na Praça Firmina Santana.

 

 

FEIRINHA HOJE

A feira livre de Paracatu em seu momento atual. Foto: Carlos Lima, Set. 2012

A feira livre de Paracatu em seu momento atual. Foto: Carlos Lima, Set. 2012

Localizada nos fundos da Prefeitura Municipal, em meio a frondosas árvores, que conferem aos freqüentadores razoável sombra e bela paisagem, a feira livre de Paracatu conquistou, naquele disputado e valorizado espaço, a simpatia da população – pelo menos daquela que se utiliza do empreendimento para o fim a que se destina – mas ainda enfrenta problemas bem familiares como exposição ao sol e às chuvas, escassez de vagas em estacionamentos, sanitários insuficientes, custo com montagem e desmontagem das barracas (alguns pagam por este serviço), entre outros obstáculos ao seu crescimento.

Se de um lado quem deveria investir (o Poder Público) nesse empreendimento sustentável e gerador de renda que é a feira livre, faz vistas grossas para o assunto e não providencia sequer um abrigo ou uma cobertura para garantir o mínimo de conforto e de dignidade aos seus participantes, do outro, demonstra também, o desconhecimento do potencial do pequeno produtor rural, que poderia, se valorizada fosse a sua atividade, colocar alimento de melhor qualidade na mesa do consumidor a um preço justo. Despreza-se, ainda, o potencial turístico da feirinha, já que por ali circula muita gente, inclusive de outras cidades, em busca de um belo artesanato e é claro, de um delicioso pastel com caldo de cana.

Referências:

PARACATU. Lei n. 53 , 29 de Novembro de 1899. Dispõe sobre autorização ao Agente Executivo Municipal para construir uma casa para Mercado.

PARACATU. Balancete do rendimento do Mercado Municipal de Paracatu, do dia 17 a 30 de abril, exercício de 1903.

FOLHA NOROESTE. Paracatu: Nov. 1987.

O MOVIMENTO. Paracatu: N. 100, Set. 1995.

 (*) Carlos Lima é graduado em Arquivologia pela Universidade Federal da Bahia (UFBa), é Pós-Graduado em Oracle, Java e Gerência de Projetos, é consultor em organização de arquivos e memória empresarial e exerce a função de Arquivista do Arquivo Público Municipal de Paracatu.

Atenção! Caso queira publicar esta matéria, cite o autor. Casa utilize as imagens, cite o fotógrafo e o acervo a que pertencem

HAPPY NEW YEAR! ****** FELIZ ANO NOVO!

Por: Carlos Lima (Arquivista e Redator)

Cartão_Ano_Novo_2014

Cadeiras de rodas tomam estacionamentos e motoristas acordam para a acessibilidade

Por: Carlos Lima (*)

Cadeira de Rodas estacionada na Rua Romualdo Ulhoa Tomba, no centro de Paracatu. Foto: Carlos Lima / Dez. 2013

Cadeira de Rodas estacionada na Rua Romualdo Ulhoa Tomba, no centro de Paracatu. Foto: Carlos Lima / Dez. 2013

Paracatu(MG) – 24/12/2013 – Quem foi de carro ao centro da cidade neste sábado (21) e tentou, com certa demora, a estacioná-lo, sentiu um pouquinho daquilo que a maioria dos deficientes físicos sofre todos os dias quando saem de suas casas: Suas vagas e seus acessos quase que sempre ocupados ou obstruídos por quem não lhe é de direito.

Com aproximadamente uma dezena de cadeiras de rodas em que se liam frases corriqueiras e de pretexto, do tipo “É só um pouquinho!”, “volto logo!”, “É rapidinho!”, voluntários e membros da Associação dos Deficientes Físicos de Paracatu (ADFP) e do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência, além de proprietários de uma auto escola da cidade, saíram às ruas com o objetivo de despertarem a população e principalmente motoristas e motociclistas, quanto ao respeito à acessibilidade.

Cadeiras de rodas ocuparam vagas mais dispuadas pelos veículos na Avenida Olegário Maciel em Paracatu. Foto: Carlos Lima/Dez 2013.

Cadeiras de rodas ocuparam vagas mais dispuadas pelos veículos na Avenida Olegário Maciel em Paracatu. Foto: Carlos Lima/Dez 2013.

Em tom de protesto, vagas de estacionamento que normalmente são disputadas à cada minuto, foram ocupadas por cadeiras de rodas em pontos estratégicos, como na Feira Livre (Rua Romualdo Ulhôa Tomba), Praça Firmina Santana e Avenida Olegário Maciel. Como de costume, houve quem reclamasse e quem apoiasse a iniciativa.

De acordo com o Presidente da ADFP, Wilmar Lourenço da Silva (37), a campanha foi inspirada em outras já realizadas em algumas capitais, como Curitiba, no Estado do Paraná, e somente agora a sua realização foi possível em Paracatu, já que ele obteve apoio da Prefeitura e outras entidades interessadas na causa. Ainda segundo ele, a campanha com as cadeiras de rodas deve continuar a acontecer nas vias centrais e mais movimentadas do município, até que alcance o mínimo de sensibilização por parte dos condutores de veículos.

Silva ainda relatou que a Associação que preside tem-se reunido com a Prefeitura Municipal, com o intuito de garantir a construção de mais rampas de acesso e a implantação de sinalização, que irão melhorar a locomoção dos portadores de necessidades especiais.

Em Curitiba, no Paraná, as cadeiras de rodas com os dizeres em tom de ironia também tomaram os estacionamentos. Foto: Cubo Mágico Brasil/Nov. 2011

Em Curitiba, no Paraná, as cadeiras de rodas com os dizeres em tom de ironia também tomaram os estacionamentos. Foto: Cubo Mágico Brasil/Nov. 2011

Em editorial publicado recentemente por este colunista, intitulado “a acessibilidade posta em xeque”, chamou-se a atenção para as centenas de irregularidades detectadas nas calçadas da cidade, como muros que foram avançados sobre os passeios, rampas de garagem em desacordo com a Lei, churrasqueiras, mesas e cadeiras em local impróprio, falta de nivelamento nos passeios e a ausência de fiscalização contra esse flagrantes desrespeitos com os pedestres e especialmente com as pessoas com mobilidade reduzida.

(*) Carlos Lima é graduado em Arquivologia pela Universidade Federal da Bahia (UFBa), é Pós-Graduado em Oracle, Java e Gerência de Projetos, é consultor em organização de arquivos e memória empresarial e exerce a função de Arquivista do Arquivo Público Municipal de Paracatu.

Atenção! Caso queira publicar esta matéria, cite o autor. Casa utilize as imagens, cite o fotógrafo e o acervo a que pertencem

Biblioteca Nacional da Noruega terá acervo virtual

Todo o acervo da Biblioteca Nacional daquele país vai estar acessível de forma livre.

Por: Público (Lisboa-Portugal)

Acervo da Biblioteca Nacional da Noruega será digitalizado

Processo de digitalização na Biblioteca Nacional da Noruega. Foto: Público

LISBOA – 23/12/2013 – É um cenário que começa a ser cada vez mais possível, consultar todos os livros das bibliotecas nacionais de diferentes países através do computador.

Na Noruega, pelo menos, esse cenário não é qualquer coisa de distante. É que, ali, a Biblioteca Nacional está a ser digitalizada na íntegra, com processamento de texto incluído, para que possa ser facilmente alvo de pesquisa na rede, como é possível verificar no sítio da internet da instituição.

É verdade que a Finlândia e o Reino Unido já tinham desencadeado algo de semelhante, como recordava há dias o The Huffington Post,  e o Google, por seu lado, tem digitalizado o acervo de bibliotecas e outras instituições em vários países, incluíndo em Portugal, onde começou, em 2008, por digitalizar e disponibilizar livros da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra.

Mas a Noruega foi mais longe, ao assinar acordos com várias editoras, permitindo a qualquer pessoa com um endereço IP norueguês aceder a material protegido por direitos de autor. O material isento de direitos de autor estará à disposição de qualquer utilizador da Internet.

Biblioteca Nacional da Noruega. Foto: Wikipedia

Biblioteca Nacional da Noruega. Foto: Wikipedia

Os responsáveis por esta tarefa gigantesca acreditam que vai demorar entre 20 a 30 anos a ficar concluída. As primeiras linhas de trabalho começaram a ser definidas em 2006, pelo que até 2020 a Biblioteca Nacional da Noruega deverá ter digitalizado todo o seu acervo e disponibilizado gratuitamente o seu conteúdo a qualquer cidadão que esteja no território. Diga-se que por lei todos os livros publicados no país, e outras formas de media, têm de ter uma cópia na instituição.

O extenso acervo abarca desde livros da Idade Média até livros, jornais e filmes recentes, que poderão ser consultados e visionados a partir de qualquer computador na Noruega, de forma livre e totalmente gratuita.

Para já, e até 2012, foram digitalizados 350 mil jornais, 235 mil livros e 240 mil páginas de manuscritos, o mesmo sucedendo com outras formas de media, como programas de rádio ou televisão. Resta dizer que a completa digitalização da Biblioteca Nacional da Noruega não representará a morte da colecção física, que se manterá intacta.

Fonte: http://ads.tt/PTI0

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